sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sobre o Natal

Não vou aqui explicar a origem pagã do natal, até porque você pode tomar por base muitas civilizações que o comemorava (babilônicos, escandinavos, etc.) e isso é facilmente achado na internet.  O natal existe desde sempre e não vai acabar até que Cristo volte, a diferença está na representação que a cada época é dada sobre esta festividade (no futuro a Baha'u'llah). Então não adianta você virar um ativista contra o natal, se você quiser alertar alguém sobre a origem deste, fale apenas para quem está interessado em ouvir.
 
Mas hoje parece que as pessoas estão informadas em relação a origem do natal e com isso há quem o defenda e há quem o abomine, mas o que deve ser abominado por nós é o culto em torno dos símbolos natalinos. Semana passada fiquei meia hora preso no trânsito em um trajeto que não levava dez minutos de carro, tudo por conta de estarem colocando luzinhas natalinas em frente aos prédios.
 
E em relação a lembrar dessa data como nascimento de Cristo, não conheço ninguém que faça isso. Nunca vi ninguém tirando o dia para fazer uma reflexão do nascimento de Cristo, senão pelas cantatas que as igrejas fazem ou qualquer outra festividade dentro dos templos. Por que haveria um dia em que seria necessário lembrar do nascimento de Cristo se dependo de pastor, templo ou outra coisa que me obriga a fazer essa reflexão?
 
Não participo de nenhum debate em torno de quão pagão o natal é, não vale a pena. O mais sábio a se fazer é ignorar o natal, esquecer não é possível já que nenhuma loja quer perder as vendas de natal (mesmo que o dono seja ateu), nenhum produto deseja deixar de se caracterizar dos símbolos natalinos. Encare como mais um feriado (como da padroeira do Brasil). Mas é claro que ninguém vai ao inferno por participar de uma celebração no dia 24 ou 25 ou 26, enfim...
 
Assim como acho que é tolice alguém que "descobriu que Jesus não se chama Jesus" e a partir de então tem pavor em pronunciar tal palavra, também acho tolice alguém que "descobriu que Jesus não nasceu em 25 de Dezembro" e desde então tem pavor dessa data, tem medo de estar adorando deus Mitra, Dionísio ou Papai Noel, e quando alguém o deseja um feliz natal pensa que está sendo amaldiçoado.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Personalidade do ano

Dois dias após o Cardeal Bergoglio ser nomeado Papa Francisco escrevi este artigo em que aponto uma figura mais conservadora como aquilo que ligaria católicos e evangélicos em um futuro Parlamento das Religiões. Mas com dois dias de papado não se é possível conhecer um Papa e assim como o fato de Bergoglio não ter sido uma das figuras centrais cotadas para ser pontífice, por ser alguém discreto, em seu pontificado continua com essa mesma linha.
 
O papa que recebeu "pastores profetas", dialogou com o Oriente, fez a alegria de teólogos da libertação, é a personalidade do ano não por tudo isso, mas quem o coloca assim é justamente aquilo que é o centro da discussão do artigo que citei de início, o movimento gayzista internacional, Se em meu artigo digo que "um papa contra o homossexualismo é bem mais lucrativo (no sentido de conquistar os fiéis) para a nova ordem mundial" agora reformulando essa frase diria: um papa que não se sabe ao certo sua posição a respeito do homossexualismo é bem mais lucrativo (no sentido de conquistar a todos) para a nova ordem mundial.
 
O Papa Francisco foi considerado a personalidade do ano pela revista gayzista The Advocate com direito até a ter um "NO H8" na face. Assim além de católicos que jamais ousariam questionar um papa, alguns evangélicos, o Papa Francisco ganhou a simpatia também do próprio movimento gayzista.
 
 
Digo "católicos que jamais ousariam questionar um papa" porque sei de católicos que questionaram e chegaram a uma conclusão de que este papa é um apostata e herético (dentro das considerações católicas claro, para tais até eu o sou). Porém esses são os mais conservadores, os quais estão a desaparecer aos poucos, e à mesma medida que estão a desaparecer, a besta está a subir do abismo.
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Professias e apostasia



Esse é um vídeo muito tosco, se você considera seu tempo muito precioso é melhor nem assistir, mas sobretudo a partir de 4 minutos quando se fala da volta de Cristo é onde pega no nosso pé e é interessante fazermos uma reflexão. Zombadores da fé existem desde os primórdios da Igreja, mas perceba que tudo o que é motivo para zombaria nesse vídeo é também tudo aquilo que estamos lutando contra, que são as interpretações do número da besta e os falsos sinais (a materialização) da vinda de Cristo.
 
Não pense que Deus há de julgar a terra por causa de pessoas como essa, na verdade essas pessoas já são o julgamento de Deus para a igreja apostata, pois perceba que no vídeo a igreja retratada é a mais distante da palavra e é também a referência para quem não conhece a verdade. É por isso que Deus enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.
 
Quem zomba da fé tem um amplo apoio dessa sociedade que está se erguendo, ou seja, não fica sozinho. O mesmo acontece com a igreja apostata, pois essa também possui muitos defensores, ou seja, quem é vilipendiado com tais zombarias ainda sim consegue um sustento para a sua fé, por mais distante da palavra que essa seja.

Nós (os que conhecemos a verdade) ficamos na pior posição, pois somos vilipendiados de um lado por zombadores que não fazem questão de diferenciar quem crê na bíblia e quem crê em cães gulosos, e por outro lado somos rechaçados pela igreja apostata devido ao fato de não concordar com seus atos, acusando-nos ainda de "sentarmos na roda de escarnecedores". Ainda mais pelo pouco número que somos e, por cima espalhados, distantes um do outro, cada um vivendo e alimentando sua fé com o pouco de pão que resta nesses últimos dias... Se não for pela vontade de Deus fica muito difícil alguém por conta própria conhecer a verdade, pois antes tem que quebrar a dura crosta que a igreja apostata formou para com essa.

Para agravar a situação ainda encontro na internet um filme que satiriza a escatologia que crê no rapto dos fiéis e no milênio (apesar de eu não acreditar), típica nos Estados Unidos até pouco tempo atrás e que hoje não é outra coisa senão um roteiro mal produzido de uma comédia sem graça.

domingo, 15 de dezembro de 2013

A revolução tecno-científica: da interação com o macrocosmo ao microcosmo

A Revolução Técnico-científica-informacional ou Terceira Revolução Industrial ocorreu na segunda metade do século XX com a chegada de inúmeras inovações tecnológicas. Como um reflexo direto dessa revolução temos hoje os dispositivos móveis, tais como tabletes e smartphones, cuja a interação com estes se dá de modo a fazer com que a tecnologia nessa era passasse a desempenhar uma papel de extensão do mundo particular (particular até certo ponto) do usuário, ou seja, podemos dizer que essa nova relação desenvolve o envolvimento do homem para com o seu microcosmo, quando este se transmuta para a interface desses aparelhos.

Antes que ocorresse tal revolução, a tecnologia parecia estar entre nós para que explorássemos o macrocosmo, algo que podemos perceber no fato de pouco antes dessa revolução ganhar gás, mais precisamente no ano de 1969, o homem teria chegado à Lua. A expectativa de desvendar os mistérios do universo estava à flor da pele nos ser humano, isso inspirou o nosso imaginário de um futuro altamente tecnológico em que poderíamos usufruir de toda sorte de ferramentas que nos proporcionaria uma maior interação com o meio, tanto na relação homem/homem e homem/natureza.

Mas o que vemos hoje é um pouco diferente do que se imaginava, a interação que vemos não se dá em um mundo real virtualizado, mas em um mundo virtual que é tido como real. Essa virada na polaridade da situação estaria de acordo com os planos de ordem espiritual superior que estariam sendo o pivô para o desenvolvimento da humanidade, para que essa ingresse na comunidade planetária. Traduzindo, esse é um passo importante para que se aceite de fato uma divindade neo-pagã no âmbito tecnológico e seus espíritos guias, em que a divindade pela necessidade da materialização que hoje o "crente" pede estaria no campo do macrocosmo, no visível, como a tecnologia Blue Beam. E seus espíritos guias dando-se através da interação com o virtual, pois nele o ser humano consegue suprir suas carências emocionais e se ver preso a consulta desses em todas as áreas da sua vida. Nesse caso tais dispositivos seriam os daimons do século XXI, sendo aquilo que se está entre deus e o homem e proporcionando essa ligação, principalmente se surgir a necessidade de identificação humana para com a comunidade planetária, em que seria preciso todos os habitantes da terra portar um símbolo altamente sofisticado tecnologicamente.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Uma lógica que eu não consigo entender

E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Apocalipse 7:4
 
Em apocalipse 7 João tem a visão de 144 mil selados das tribos de Israel, sendo que o próprio também ouviu, inclusive, de que tribos tais selados seriam. Para muitos estes são os remanescentes que estariam sendo poupados para a restauração de Israel e que seriam salvos durante o período entre o arrebatamento da igreja e o milênio, que segundo os mesmo se dá em um período de sete anos.
Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; Apocalipse 7:9
 
Depois da visão dos selados de Israel, João vê ainda  "uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas".
E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Apocalipse 7:13-14
Essa multidão seria segundo teorias aqueles que conseguiram resistir ao anticristo durante o suposto mesmo período em que os selados estariam sendo preservados.
 
Quer dizer então, pelo que pude presumir dessas considerações, que durante um período de sete anos, aliás três anos e meio (pois seriam três anos e meio de paz e três anos e meio de desacordo), seriam salvos, além de (no mínimo - se você considerar esse número literal) 144.000 só de Israel, mais uma multidão em todo o mundo que conseguiria resistir ao anticristo. Aí eu te pergunto: para que serve a Igreja? Por que estamos durante dois mil anos com o agir do Espírito Santo tentando buscar almas? Se em um período que corresponde a menos de 0,2% desse mesmo período haveriam de ser salvo tanta gente e sem a presença do Espirito Santo como predizem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Por que eu não acredito em um arrebatamento secreto da igreja

Além de expor o que está no título, esse post servirá como uma espécie de retrospectiva.

Eu, ao dar início a esse trabalho era adepto da ideia de um arrebatamento da igreja antes da vinda triunfal de Cristo. Porém, ao longo das minhas mais de cem postagens neste blogue durante o ano, percebi que sustentar essa ideia de um arrebatamento invisível era contradizer, em muito, tudo o que aqui era exposto. Para demonstrar aos leitores, venho fazer um panorama que justifique a minha descrença a um arrebatamento secreto, exemplificando com os meus próprios verbetes, e com a própria bíblia como apoio principal.
 
1º Os adeptos de um arrebatamento secreto se baseiam principalmente na velha contagem de sete anos de grande tribulação, sendo que o que separaria os supostos dois períodos de três anos e meio seria o arrebatamento. Em julho expus minha opinião contrária em relação a esta forma de contagem:
 
 
2º A segunda base de sustentação da tese do arrebatamento invisível está na crença das setenta semanas encontradas no livro de Daniel. Em maio me posicionei a respeito do livro de Daniel ser sobretudo para a nação de Israel, em que devemos discernir com precisão aquilo que vale para tal e aquilo que vale para o todo.
 
 
3º Dos que defendem o arrebatamento da igreja antes da vinda de Cristo o fazem em sua maioria se baseando em uma visão extremamente futurista dos acontecimentos descritos neste livro, algo que em outubro tratei de ir contra, alegando que o apocalipse é uma revelação, aliás esse é o seu significado, mas uma revelação para trás e para frente, e não tão somente para frente.

http://blogestaporvir.blogspot.com.br/2013/10/antes-de-tudo.html

4º Essa abordagem totalmente futurista se dá principalmente em cima do capítulo 20 do livro, que ao meu ver é uma narrativa histórica da era de Cristo até a soltura de Satanás, como em maio abordei. Ai quebro a lógica de que existam pessoas que resistiram a uma tribulação enquanto outras foram livradas da mesma, pois coloco todos os cristãos, desde os da igreja primitiva, em um mesmo patamar.

http://blogestaporvir.blogspot.com.br/2013/05/estudo-sobre-apocalipse-20.html

5º O maior motivo por rejeitar a ideia de um arrebatamento invisível é que a literatura referente a esta vertente de pensamento dentro das igrejas modernas é arquitetada de modo a criar uma relação  para com seus adeptos de controlerecompensa. O controle está no fato de uma possível volta de Cristo a qualquer momento e a necessidade da pessoa "vigiar e orar" para essa não "ficar", sendo a igreja o órgão que fiscaliza de acordo com suas diretrizes que, ao admitir o quadro de apostasia da mesma no atual cenário, nem de longe recebe o mesmo teor da advertência de Cristo. A recompensa está na ideia de poupar o colaborador da igreja do "terrível período de grande tribulação e perseguição pelo anticristo sobrenaturalmente maligno".

Esse é, de fato, o principal ponto: o da apostasia. Quem defende um "rapto iminente" se faz valer do fenômeno de um arrebatamento da massa cristã no planeta, mas que massa? Essa música abaixo mostra o que o bolo evangélico acredita ser o apocalipse. Quando escrevi "As crianças e o arrebatamento" foi em cima da ideia de que, mesmo se todas as crianças do mundo fossem arrebatadas, ainda assim não seria o suficiente para haver uma comoção como se é formulado no imaginário cristão, a qual é sustentada pelas empresas eclesiásticas, músicas como essa e filmes como "deixados para trás".
 


Em relação à manifestação do iníquo, e a nossa reunião com Cristo (II Ts 2) é simples:
 
A apostasia abre caminho para o surgimento dos anticristãos, como coloquei em:
 
 
Isso acaba por criar um mundo sem fé, inclusive dentro do próprio meio cristão como pontuei em:
 
Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? Lucas 18:8 


Em um mundo que não há a fé que salva, nós cristão não nos encaixamos e acabamos sendo expelidos do meio e perdendo qualquer relevância. Sem relevância perdemos a capacidade de anunciar a palavra, isso é o que apontei como sendo a morte das duas testemunhas. Aliás, no livro de apocalipse a única passagem que mais se aproxima do que chamam de arrebatamento está naquela em que as duas testemunhas são chamadas para cima, e não há nada de secreto em "os seus inimigos os viram". Perceba que este acontecimento se dá anteriormente ao sétimo anjo (não confundir com a teoria adventista) que toca a sétima trombeta anunciar "os Reinos do mundo passaram a ser do Nosso Senhor e do seu Cristo".
 
 
O que é essa voz senão a voz do próprio Cristo que há de nos chamar em sua vinda? Se, e somente se, alguém porventura estiver vivo nessa ocasião, esse sim será arrebatado em vida, porém a grande maioria esmagadora estará morta sem sombra de dúvidas.
Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 1 Tessalonicenses 4:16-17
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:54 
Devemos lembrar que "dia" para DEUS não possui limites de 24 horas, mas "último dia" se refere ao último acontecimento antes do julgamento final. a Voz de arcanjo está estreitamente relacionada a passagem de Daniel 12, em que Miguel* o arcanjo aparece no momento em que "os que dormem no pó da terra ressuscitarão".
 
Miguel* - Perceba que é Cristo visto da perspectiva de Israel, com a limitação da época, o que está de acordo com o que disse outrora a respeito de saber lidar com o livro de Daniel.
 
E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Daniel 12:1-2
 
 
 A trombeta da salvação
 
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15.52
 
Há na internet um estudo de um site apologético de prestígio, a CACP, em que coloca essa trombeta como sinônimo para anunciação do evangelho:
A dispensação da anunciação do Evangelho da graça começou com uma “trombeta” e terminará com uma trombeta. [...] podemos dizer que a pregação do Evangelho “repercutiu”, “ressoou” ou foi “trombeteada”.
Em minha análise considero o número de duas testemunhas como algo que simboliza o mínimo de anunciadores da palavra no últimos tempos.
 
 
Assim sendo, a última "trombeteada" não pode ser nada senão a última anunciação do evangelho pelas duas testemunhas.
 
Mas o erro que vemos nesse mesmo estudo da CACP é absurdo, quando encontramos "Depois do arrebatamento virá o opressor, o anticristo". Isso está em contradição total à passagem de II Tessalonicenses 2.
Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. 2 Tessalonicenses 2:3
 
Aqui fica claro que antes de nossa reunião com Cristo virá o opressor, ou seja, não pode haver arrebatamento se não houver a manifestação do filho da perdição, principalmente pelo fato dele ser o responsável pela morte das duas testemunhas.
E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. Apocalipse 11:7
Com o testemunho finalizado, ou seja, com o evangelho do reino sido pregado em todo o mundo, então é o fim.
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:14

sábado, 7 de dezembro de 2013

Reencarnação, a prisão do espírito e a revelação progressiva, unidos pelo número 9

A reencarnação é uma doutrina presentes em muitas correntes místicas. A maioria delas assume a ideia de que reencarnar é preciso para que haja um efeito progressista de elevação do espírito do homem a cada estágio em que essa pessoa passa, até que se atinja um determinado nível de ascensão do espírito que não seja mais preciso reencarnar em corpo terrestre. Porém existe também a perspectiva gnóstica da reencarnação, a qual acredita que o processo de reencarnar, sobretudo no fator "amnésia em relação às vidas passadas", não seja nada além de mais uma das armadilhas da realidade criada por Demiurgo, o deus responsável pelo mundo físico, para manter o espírito humano preso.
 
O responsável por fazer a conexão entre a teoria da reencarnação e a teoria baha'i de revelação progressiva, que aqui será apresentada, foi o filme "Número 9" ou, em inglês, "The Nines".
 
O filme mostra diferentes histórias com os mesmos atores desempenhando papeis independentes nessas, porém havendo uma sincronia e uma ligação entre as mesmas, fazendo com que existam padrões nas narrativas, dando ênfase na presença do número nove, aparecendo várias vezes ao decorrer de todas as histórias.
 
Para entender o papel que o número nove desempenha no enredo do filme, devemos lembrar antes que para uma perspectiva gnóstica e esotérica em geral, os números são algo que existem para além de suas aplicações práticas na terra. Recorrendo a ciência platônica, vemos que a geometria foi a ferramenta utilizada para a organização do mundo dos sentidos, o mundo físico, por uma entidade superior, Demiurgo. No filme, essa entidade, embora não seja retratada diretamente, recebe a conotação gnóstica que a coloca como malevolente, para passar a ideia de que os números, sobretudo o nove que está em evidência, são uma ferramenta que o homem pode e deve usar na luta contra essa opressão divina.
 
Para o gnosticismo, Demiurgo é o deus de Moisés, e consequentemente, apesar de alguns não considerarem, o Pai a quem Jesus fala, o nosso Deus Altíssimo. Entender que Deus é uma entidade opressora é cumprir o que está escrito em 2 Tessalonicenses 2: querer se colocar acima de Deus, julgando o que um deus deveria ou não fazer. Essas ideias gnósticas deveriam ir contra a Ordem Mundial de Baha'u'llah, já que Baha'u'llah afirma vir da mesma parte de Moisés e Jesus, ideia exposta através da revelação progressiva, que é uma ideologia da fé baha'i em que consiste na afirmativa de que todas as grandes religiões são provenientes de um mesmo deus, de maneira que a cada religião seu profeta maior foi responsável por portar a mensagem que era necessária ser transmitida, tendo em vista fatores como a época e a maturidade do povo receptor dos ensinamentos.
 
O que uniu os dois ensinamentos foi a maneira como o número foi colocado no filme, que é válida para a reencarnação gnóstica e a revelação progressiva: o número nove como símbolo para a finitude de estágios e libertação do homem. O número nove seria aquilo a que o homem deveria se apegar para conseguir a emancipação espiritual, seja através do reconhecimento do nome cristo cósmico Baha'u'llah, seja através do número de seu nome.

Outro elo que podemos notar é a presença feminina nas diferentes encarnações sempre a desempenhar o papel de levar o protagonista a entender a realidade que estava vivendo. É o mesmo papel de Sophia no gnosticismo, e da Donzela do céu a qual Baha'u'llah se refere como sendo a que o despertou para conhecer a sua missão.
 
Em suma, mesmo que crenças não cristãs pareçam ser opostas entre si, as duas acham um caminho que no fim de tudo derrapa no mesmo lago: a perdição.