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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Nasce uma novilha vermelha

A poucos dias escrevi um artigo que abordava a importância do pensamento na Nova Ordem Mundial. Ao final deste, eu cito o filme Branded para ilustrar o modo como as "forças" liberadas através da propaganda em prol da nova ordem mundial atuam na mente do cidadão global.

No filme, o personagem principal, Misha, é um expert em publicidade que acaba sendo vítima de uma conspiração de empresas de fast food que desejavam alterar o padrão de beleza, do magro para o gordo, para alavancar as suas vendas. Depois de ser preso e solto, Misha acaba criador de gado longe da cidade e só retorna após o ritual de purificação pelas cinzas da novilha vermelha.

E essa semana...

Nasce Novilha Vermelha que pode ser cumprimento de profecia




O nascimento de uma novilha vermelha nos EUA está criando grande agitação entre os que esperam para breve a construção do Terceiro Templo. Segundo autoridades judaicas, nenhuma novilha vermelha sem defeitos nasceu em Israel desde a Queda de Jerusalém, em 70 d.C.


Para os estudiosos, o ressurgimento de uma novilha que segue o padrão estabelecido pelo Livro de Levítico é um sinal da iminente vinda do Messias e o restabelecimento do Templo com seu sistema de sacrifícios. Em Números, capítulo 19, as cinzas desse animal raro são usadas para o ritual de purificação essencial antes de adoração promovida pelos sacerdotes. (Matéria completa)

A nossa novilha vermelha perfeita foi, é e será eternamente Cristo Jesus. Ele é quem nos purifica de todo pecado. Não é a primeira vez que criam uma expectativa em torno do nascimento de uma novilha vermelha e de uma possível reconstrução do terceiro templo. Por isso não serei eu que vou atribuir algum valor a esse acontecimento. Entretanto, este fato me chamou atenção para o significado do protagonista do dito filme. Misha é uma representação (voluntariamente ou não) do executivo mundial (vulgo anticristo): 

Uma vítima de conspiração, as empresas de fast-food representam o estado bruto da nova ordem mundial (666) tal como a propaganda iluminista;

Afastado para conhecer o seu deus. O eremita é o nono Arcano maior do tarô, uma carta que simboliza o isolamento, restrição, afastamento. O peregrino precisa passar pelos quatro vales para conhecer o seu deus das forças.

Purificado para poder reverter as ações praticadas pela velha ordem. Entretanto, usa os mesmos meios do primeiro. No filme, o protagonista acaba repetindo as mesmas palavras daqueles que queria destruir, só que desta vez usando o marketing para exaltar a comida vegetariana.

Os meios usados por aqueles que querem o poderio global acabam sendo idênticos, uns porém são tidos como mais corretos que outros (exemplo do filme: comida vegetariana 999, fast food 666).

sábado, 31 de maio de 2014

Simulação de um parlamento a nível mundial

Esta é uma experiência hipotética tentando responder a pergunta: Se tivéssemos um parlamento mundial, como ele se pareceria? A ideia básica é fazer uma extrapolação dos resultados de eleições nacionais dentro de um parlamento mundial.


Metodologia

Os dados das populações são retirados do Banco Mundial, as que possuem mais de quatorze anos de um potencial eleitorado. O número de cadeiras para cada país é obtido pela divisão do eleitorado global por 1000, produzindo uma atribuição proporcional em função do tamanho do eleitorado local.

Os assentos foram distribuídos com base no sistema projetado pelo jurista belga Victor D'Hondt, o qual tem por base o maior quociente de partidos e coligações que cruzarem o limite de cinco por cento para entrarem no parlamento.

Distribuição



Extrema - esquerda (49)

A Índia é a democracia mais populosa do mundo. Neste sentido, uma coalizão entre os partidos de esquerda deste mesmo país ― como a já existente "Terceira Frete" ― ganharia, pelo sistema de proporcionalidade, algumas cadeiras no parlamento global. Ainda dentro dessa perspectiva temos a Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA) na Grécia e o Die Linke alemão.

Esquerda (200)

Aqui as cadeiras de forma geral são dispostas aos partidos da Internacional Socialista, além da Aliança Progressista do Parlamento Europeu e os domínios do Foro de São Paulo. Mais uma vez, pela proporcionalidade, os indianos teriam direito a mais cadeiras com a Aliança Progressista Unida (UPA).

/* É interessante notar que o Foro de São Paulo é mais conhecido no Leste Europeu do que pelos próprios brasileiros */

Única Representação (3)

Alemanha (Europa), México (América Latina) e Japão (Ásia) teriam direito a uma representação direta.

Centro (121)

Esta área incluiria partidos internacionalistas liberais com um grande contingente de Democratas estadunidenses.  

Direita (222)

Este grupo incluiria os tradicionais partidos conservadores da Europa, os Republicanos norte-americanos, o indiano BJP (Partido do Povo Indiano), o Partido Liberal Democrático do Japão, além de alguns partidos islâmicos moderados.

Extrema - direita (15)

Fariam presentes a Frente Nacional francesa, o Partido de Ação Nacionalista (MHP) turco, o Partido Renovador japonês e os grupos políticos islâmicos da Indonésia.
, 
Outros (14)

Movimentos políticos como o Cinco Estrelas do italiano Beppe Grillo e a maior coalizão da Tailândia, Pheu Thai.

Autoritários

       Monarquia (7)

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

       Teocracia (11)

Irã

       Comunismo (233)

China, Vietnã, Coréia do Norte e Cuba

       Outros autoritários (125)

A Rússia, as repúblicas da Ásia Central, tal como os demais países africanos.

Comentários do Está Por Vir

Apesar dessa ser uma simulação tendo por base o Globalismo da elite ocidental, decidi divulgar esta simulação devido ao fato de já com esta conseguirmos ver algumas características que se perpetuarão à Ordem Mundial de Baha'u'llah. Por exemplo, o fato de um terço das cadeiras serem direcionadas ao domínio russo-chinês, outra terça parte ficar majoritariamente com o domínio norte-americano e a terça parte restante pertencer à nova esquerda (latina americana e européia). Essa proporção 3-3-3 parece se afirmar como a que preencherá as cadeiras do parlamento mundial.

É importante notar também que a terça parte a qual mais caberia defender os direitos da família, do conservadorismo em geral, é a que tem os EUA como grupo maioritário e, consequentemente, a terça parte que terá que ser arrancada (Dn 7:8). Ironicamente, os Estados Unidos que abriram caminho para uma nova ordem mundial anti-cristã, serão vistos como "aquilo que impedirá a sequência da caminhada à unidade da humanidade", e se a direita americana (a que ainda se salva) não possui voz nem dentro do seu próprio país, dentro de um parlamento mundial então seria impossível.

Outras fontes:

Politica na India
http://noticias.r7.com/internacional/o-complexo-quebra-cabecas-eleitoral-indiano-04042014
Manifesto da Proporcionalidade
http://www.csproporcional.com.br/adm/fckanexos/userfiles/file/Manifesto%20da%20Proporcionalidade(1).pdf

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A elite pneumática da Ordem Mundial de Bahá'u'lláh

Uma forte característica do gnosticismo da antiguidade tardia era a exaltação da ininteligibilidade do discurso propagado pelos mesmos. Em outras palavras, poucas pessoas conseguiam compreender os ensinamentos gnósticos. Isso era atribuído a noção da existência de um grupo seleto de pessoas capazes dessa que era uma dádiva divina. Essa dádiva era a fagulha espiritual, pneuma, que seria liberto através da gnosis.

O executivo mundial e seus mestres eleitos regidos pelo
número nove - elite pneumática da Ordem Mundial
de Bahá'u'lláh
Os pneumáticos eram portanto um grupo de pessoas dotadas de uma identidade divina que se opunha à ignorância dos demais homens que não a possuíam (os hílicos). Hoje não é difícil a gente perceber essa mesma noção dentro da manifestação de pensamento. Lidamos com uma elite composta por pessoas que se vestem com uma responsabilidade de guiar os demais, devido a esses demais estar vetado o conhecimento superior que essa mesma elite diz possuir.

A grande diferença entre as elites pneumáticas de hoje com as da antiguidade tardia está no processo imanentizante característico do primeiro grupo. A "salvação" através da gnose, no gnosticismo tradicional, é espiritual e transcendental, já a "salvação" no sentido das elites gnósticas modernas é social/histórica. Quanto ao fator espiritual dessa "salvação" neognóstica é muito relativa — mas não haveria ser diferente.


Essa elite busca uma salvação histórica por ser progressista, são representantes do futuro, da tendência do mundo, tendência essa que eles mesmo afirmam e tentam impor aos restantes. Nesse sentido, é comum que os hílicos sejam enxergados como pessoas pegas ao passado, que não conseguem seguir o "curso da história" .

Baha'u'llah escreveu (grifos meus):

Aproxima-se o dia em que Deus terá, por um ato de Sua Vontade, erguido uma raça de homens cuja natureza é inescrutável a todos exceto a Deus, o Todo-Poderoso, O que subsiste por Si próprio. Ele os purificará da mácula das vãs fantasias e dos desejos corruptos, os alçará às alturas da santidade e fará com que manifestem os sinais de Sua soberania e poder sobre a terra. (O Chamado do Senhor das Hostes)
Deseja-se justificar a existência de uma elite (nova raça de homens) cuja natureza seja inescrutável, ou seja, ininteligível, pneumática, para que manifestem um poder sobre os demais — os quais não os compreendem — em nome de "Deus" e de seu "Reino na terra". 

sábado, 26 de abril de 2014

Subirá, e se tornará forte com pouca gente

Dn 11:23

É muito comum quando nos deparamos com materiais que tratem da conjuntura final do mundo em um dado "cenário profético", esses darem ênfase na soberania de algumas nações frente outras. Há um grave problema quando a situação é visualizada tão somente por esse ângulo. Acontece que neste o qual estamos adentrando é um cenário de "ordem mundial" e nele existe uma certa tendência de organização elitista a partir de lealdades supranacionais. 

Essas lealdades são fundamentadas, a primeiro momento, em um plano maior resumido pelo mantra da nova era: "fazer deste um mundo melhor". Nesse contexto, todos os que desejam "fazer deste um mundo melhor" são englobados. Não são consideradas as diferentes maneiras de se ver este "mundo", mas prevalece a semelhança em querer mudá-lo.

Esse é o pensamento que sustenta a mentalidade revolucionária, além de a fazer ser uma reencarnação do gnosticismo da antiguidade tardia. Ambas compreendem estar vivendo em uma realidade opressora criada, seja por um Demiurgo no caso do gnosticismo da antiguidade tardia, seja por uma construção social preconceituosa/injusta no caso do neognosticismo na mentalidade revolucionária. 
Para se aderir a essas lealdades não é muito difícil, muitos até o fazem sem perceber. O processo é semelhante ao que escreveu George Bataille (grifos meus):
Do comunismo podemos dizer que é a ação por excelência, ele é a ação que muda o mundo. Nele o objetivo, o mundo mudado, no tempo por vir, subordina a existência, a atividade presente, que só tem sentido como objetivo visado, este mundo precisa mudar. A respeito disso, o comunismo não levanta nenhuma dificuldade de início. Toda a humanidade está disposta a subordinar o tempo ao poder imperativo de um objetivo. Ninguém duvida do valor da ação e ninguém questiona a autoridade última da ação. (A Literatura e o Mal, p. 131)
O gayzismo, o feminazismo, o abortismo, o eugenismo, o ecofascismo, o neo-ateísmo, o naturalismo, o cientificismo, etc., todas essas abas políticas de lealdades supranacionais possuem uma raiz comum e foram originados com o fracasso do comunismo do século XX. Pode ser que estes "ismos" sejam notados numa mesma pessoa, mas não necessariamente.

A mentalidade revolucionaria se funda, tal como se mostra no trecho exposto acima, em um mundo mudado, no tempo por vir, que subordina a existência, a atividade presente, ou seja, as ações de hoje são fundamentadas a partir de uma ideia futura, em que ninguém questiona a autoridade última da ação, legitimando todo o meio para atingir-se o objetivo.

Essas vertentes políticas mencionadas são as que darão legitimidade à ação do executivo internacional, estabelecido por um corpo executivo mundial.

sábado, 15 de março de 2014

A natureza hegeliana do Executivo Mundial

As análises bíblico-escatológicas mais conhecidas no meio evangélico parecem percorrer um mesmo caminho que coloca a figura de um anticristo como ponto central. Esse é talvez o maior erro que podem cometer. E por que isso acontece? Porque essas pessoas tendem a  querer condensar todo o mal em algo ou alguém e, quando este "mal" está "distribuído", não conseguem enxergá-lo, pois estão acostumadas com super vilões. Tente dizer que existem por aí milhares de anticristos e filhos da perdição para essas pessoas e elas vão dizer que tais termos referem-se a uma pessoa em especial e não à várias. Esse super anticristo nunca existirá, o que será um grande problema se alguém depender disso para perceber que é o tempo do fim, se perceber já será tarde.

Superada a primeira impressão a respeito do anticristo, podemos entender o papel do Executivo Mundial na Nova Ordem Mundial sem que para isso eu o coloque em uma esfera de importância que ele não tenha.

Primeiramente, devemos compreender que a Ordem Mundial segundo Baha'u'llah deve ser uma espécie de monarquia constitucional, tal como o modelo britânico. Outra coisa que devemos entender é que não é só porque Baha'u'llah afirmou uma coisa que ela será por esse motivo. Abdu'l-bahá, em suas palestras na Europa no início do século XX, afirmou que do oriente vinha a luz da espiritualidade e do ocidente a liberdade e o agir do governo. Nesse sentido, o que "de bom" (bom para quem?) foi produzido a partir do século XIX (século do advento da fé baha'i) o foi em decorrência dos reflexos das luzes a qual o cristo cósmico havia emanado. Em outras palavras, quem quer que esteja a defender um modelo de monarquia constitucional não o faz diretamente em decorrência do que Baha'u'llah disse, mas do que alguém do ocidente disse.

Este "alguém do ocidente" neste caso é Hegel. O modelo de governo defendido pela fé baha'i é assumidamente de origem divina. Segundo Hegel, se temos um governo que é justificado por algo superior e de conhecimento exterior (natureza transcendental), tal como a Ordem Mundial de Baha'u'llah, ela está em si só condenando todos à alienação. A solução estaria na personificação dos governados na figura do governante, em outras palavras, é preciso que exista um "idiota como todos os outros". Para Hegel, o monarca é apenas a representação  de todos, e levando para o nosso lado, se o executivo mundial é o anticristo ele só o é porque há tantos outros milhares de anticristos para serem governados.

Idiota como todos os outros

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O deus do anticristo (3)

Na primeira parte (VER), o deus do anticristo é exposto tendo como ponto de partida as religiões arcaicas e seus fragmentos na contemporaneidade. A segunda parte (VER), por sua vez, tem como intuito apresentar o deus do anticristo em uma conotação mais científica, da percepção pré-socrática do divino na natureza à exploração científica na parte obscura do universo. Nessa terceira parte iremos nos aprofundar mais e nos apoiar nas teorias psicanalistas freudianas a respeito da origem da religiosidade. Antes de tudo é importante ressaltar que com "anticristo" não estou me referindo a um grande líder mundial do fim dos tempos como é costume atribuírem, mas trata-se da sociedade em geral que mais tarde elegerá um executivo mundial, mas este apenas como um reflexo e consequência e não como o fator principal.

Freud, ao buscar entender a fonte da religiosidade, em seu ensaio O Mal Estar na Civilização, fez uso da expressão "sentimento oceânico".* Tal expressão refere-se a uma sensação de eternidade, de algo oceânico, ou seja, sem fim, à vista dos homens. Para Freud, quando buscamos este sentimento oceânico, estamos retornando a uma época que tínhamos uma sensação de comunhão plena com o mundo. Essa é a primeira fase da vida, quando o bebê sai do ventre da mãe. Quando o feto ainda está no ventre materno ele não tem a consciência de ser, o que não muda muito nas primeira semanas após o parto. Nesta fase, o bebê não sabe diferenciar o que é ele e o que é o mundo externo. Somente com o passar do tempo a criança vai aprender a fazer a distinção do que é o seu ego (Eu) para o que é o mundo exterior.

Baha'u'llah em seu livro Os Sete Vales afirma que o peregrino em busca do Bem Amado deve se ver livre do ego. 
...as etapas que marcam a jornada do peregrino desde a morada de pó até a pátria celestial são consideradas sete. Alguns as têm denominado Sete Vales e outros, Sete Cidades. E dizem que, enquanto o peregrino não se livrar do ego e não percorrer essas etapas, jamais alcançará o oceano da proximidade e união, nem sorverá do vinho incomparável. Os sete Vales, Baha'u'llah

Com "se livrar do ego" para alcançar "o oceano da união" Baha'u'llah, em 1862, estava confirmando previamente aquilo que Sigmund Freud iria formalizar 68 anos mais tarde, em 1930. A unidade na diversidade é o Absoluto que todos devem partilhar, sendo necessário antes acabar com o egoísmo de cada pessoa, de cada sociedade e da civilização rumo a uma Nova Ordem Mundial. A fonte da religiosidade na pós-modernidade está na imanentização da Causa em torno de uma utopia quiliasta.


Para ilustrar essa questão usarei a canção "Ao Longe o Mar" do grupo português Madredeus (clique aqui).
Porto calmo de abrigo/De um futuro maior
Inda não está perdido/No presente temor
Não faz muito sentido/Já não esperar o melhor
Vem da névoa saindo/A promessa anterior
Quando avistei/Ao longe o mar
Ali fiquei/Parada a olhar
Sim, eu canto a vontade/Canto o teu despertar
E abraçando a saudade/Canto o tempo a passar

Nos versos da canção percebemos alguns elementos que envolvem a humanidade e a aceitação de seu cristo cósmico: a sensação de um presente temoroso (período de nascimento de uma era gloriosa próxima); a esperança de um futuro melhor como promessa (de mártires religiosos ou políticos) e o clamor pelo despertar do cristo cósmico, a mentalidade universal e unitária.

A ação de parar e observar o mar é uma ilustração do sentimento oceânico e da sensação de infinitude. Ao olhar a dimensão do mar ou até mesmo do céu nos sentimos pequenos e diminuídos. Nessa insignificância do ego (Eu) a comunhão plena com o Todo pode ser restabelecida. A besta emerge do mar, vem do profundo, sai do abismo, do desconhecido e infinito.

sábado, 25 de janeiro de 2014

O deus do anticristo (2)

Na primeira parte vimos o deus do anticristo (o deus das forças - Dn 11:38) de um ponto de vista da crença religiosa. Mas é certo que o deus do anticristo (o cristo cósmico), que a todos abrange, não se manifesta apenas no âmbito religioso, ele também pode ser percebido na ciência, como será o objeto de estudo dessa postagem. Para ver a primeira parte clique aqui.

Para entender a definição de um deus pós-moderno é importante compreendermos o fenômeno do naturalismo. Muito embora esse "Deus", ao meu ver, é de qualidade imanente, ou seja, "Deus dentro de si" (falaremos mais sobre na sequência), compreender a dimensão desse em um ambiente externo (fora do homem, na "natureza das coisas" [1]) é de igual relevância para a nossa compreensão. Isso se dá devido ao fenômeno de "inversão polar" (ver) já conhecido do blogue.

O naturalismo enquanto fundamentação teórica é encontrado nos escritos filosóficos pré-socráticos a respeito do seu principal objeto de estudo: o cosmos, a Natureza. A principal herança que este movimento traz para a definição do divino em nossos dias é a "limitação do cosmo" que essa divindade possui; a racionalização do divino, que também reflete no desprezo ou desconsideração de um mundo espiritual (e portanto a crença de que "o Paraíso é aqui"), fazendo do culto à natureza o elemento de harmonia do humano com o celestial.

"Deus" para o Naturalismo assume o papel de força organizadora do Universo, distinguindo-se do ateísmo materialista dialético. Na prática, as contribuições do pensamento naturalista para a estruturação do conceito de divindade está presente nos estudos científicos mais recentes na parte do universo desconhecido ("partícula de Deus", estudo minucioso da anti-matéria e matéria escura), tal como nas políticas públicas globais referentes ao ecologicamente correto da Hipótese Gaia.

[1] De Rerum Natura, traduzido como "Sobre a Natureza das Coisas". É um poema escrito pelo filósofo Lucrécio com o intuito de apresentar a sua teoria física atomista tal como a sua filosofia moral epicurista. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A superação do Estado Orwelliano

O Best-seller Jogos Vorazes tentando repetir o sucesso de Harry Potter e Crepúsculo foi aclamado pela crítica cinematográfica devido o diferencial que o filme trouxe consigo para o público infanto-juvenil: um pensamento contestador baseado no modelo distópico orwelliano de um "Big Brother". Essa "crítica" que a série nos traz sobre autoritarismo foi utilizada para ilustrar o pensamento do libertário Jeffrey Tucker em seu artigo aqui traduzido, em que o autor coloca a série em uma lista com mais quatro produções que mostram em seus enredos um cenário de controle governamental generalizado.
"Essa série distópica, altamente popular entre os  jovens, exibe um governo tirano inclinado ao total controle econômico e social. Na série, toda pessoa foi nomeada a um distrito e cada distrito tem certas privações atribuídas. A sociedade tem bastante riqueza, mas essa riqueza é apenas exposta na Capital. Para todos os outros, a riqueza é dividida baseada no favoritismo político e planejamento central."
Mas tanto a crítica cinematográfica quanto o libertário Jeffrey Tucker estão desatualizados. Ao menos essa é a opinião do pesquisador na área da comunicação Wilson Roberto apresentada no blogue em que administra. [1]
"O modelo de Estado orwelliano como um gigantesco Big Brother tornou-se tão antigo frente à nova ordem mundial da Globalização, que se tornou tema dileto para Hollywood parecer “contestador”, para se confrontar à crítica comum feita a ela de produzir filmes alienantes e conformistas."
Essa realidade fica mais clara quando nos deparamos com as declarações de Edward Snowden em que ele afirma (via) que os significados da vigilância descritos por Orwell (escrito em 1948) parecem ingênuos e engraçados, à luz do que está sendo feito hoje. [2]

O cinema estadunidense já transformou o mundo distópico do romance 1984 de George Orwell ou Admirável Mundo Novo de Adous Huxley em clichê para seus filmes receberem uma conotação contestadora e crítica. A situação é basicamente a mesma: uma sociedade pós apocalíptica (pós guerra) em que o cidadão, sob um governo autoritário, não possui liberdade alguma, quem não se lembra do filme Equilibrium? É interessante notar que o contexto de um mundo "pós guerra" esteja sendo semeado dentro da cultura norte americana, quando sabemos que se porventura houver algo próximo de uma terceira guerra mundial se dará em consequência de uma não submissão (a não submissão é uma característica de Lilith) dos EUA ao governo mundial único.

O princípio fundamental que forma a base deste Pacto solene deve ser tão estável que, se qualquer governo violar posteriormente alguma de suas provisões, todos os governos da terra devem se levantar para reduzi-lo à absoluta submissão, mais ainda, a raça humana como um todo deve decidir, com todo o poder à sua disposição, destruir esse governo. Shoghi Effendi - A Ordem Mundial de Baha'u'llah
Esse modelo orwelliano é ultrapassado também quando olhamos os modos de produção capitalista como comparação, pois a rigidez de um agente externo controlador é típico no modo de produção taylorista-fordista no qual o operário era submetido a uma constante pressão de um capataz fiscalizador da produção. Com a introdução dos artifícios da indústria toyotista, a pressão do trabalho deixou de ser proveniente de um agente externo, um capataz, e passou a ser interna, com o próprio funcionário controlando a sua produção fundamentando-as em resultados futuros.

Essa mudança se deu pela revolução tecno-científica que ocorreu na década de 70, a qual outrora nesse post comentei que foi a responsável pelo abandono do interesse do cidadão global  no desenvolvimento científico quanto às questões macrocósmicas e mergulhando em um mundo particular, microcósmico.

A noção de um estado global com um controle rígido sobre população é bem comum nas teorias que colocam toda a força do levante da besta nas mãos de um "anticristo" (surgido de ninguém sabe onde), quando na realidade o agir dessa se dá primeiramente no ser humano, de modo que este mesmo crie toda a situação para o aparecimento do Estado Universal e de seu Executivo Mundial.

Um estado orwelliano é como uma fábrica no modelo fordista: a fábrica explora ao máximo o trabalhador e este não se dá conta que é o elemento que impulsiona a produção. Esse é um sistema bastante instável porque é o modelo base para as teorias marxista de lutas de classes (burgueses/proletariado) e das ações de "revolta do proletariado", pois há uma distinção clara do operário comum para as "mentes pensantes" do processo de produção. O modelo toyotista, diferente do anterior, confunde as noções de classes e o trabalhador não se enxerga mais como só um operário, mas como um membro da empresa a qual é empregado. Esse é o ponto chave para entender os moldes do governo global da ordem mundial de Baha'u'llah em contraste com a Ordem Mundial iluminista, o cidadão global se vê como um agente no processo de construção do "reino de Deus na terra" e não como um explorado pelo Sistema.

Outra coisa que é importante ser observada está nessas palavras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman:
Um sistema econômico que não cria mais desigualdades, crescimento dos abismos das classes ou pobreza como nos sistema econômicos clássicos marcados pela exploração da força de trabalho. Simplesmente, o pleno desenvolvimento econômico trouxe a exclusão ou “baixas colaterais”: lixo tóxico, tecnológico e refugos humanos – velhos, estrangeiros, imigrantes etc., todos sem possibilidade de serem integrados. Assim como o lixo informático (baterias, placas etc.) são enterrados em contêineres em algum país africano, da mesma forma uma massa de “redundantes” são empurrados para periferias, guetos ou caçados ou barrados pela polícia de imigração, sem possibilidades de integração. Para o novo sistema global nem são considerados “exército industrial de reserva”, mas “redundantes” e “superpopulação” - veja BAUMAN, Zygmunt. Vidas Desperdiçadas, Jorge Zahar Editores, 2005.
O que Bauman colocou como redundantes para o sistema econômico (velhos, estrangeiros, imigrantes etc.), para um Estado Universal com os princípios sociais anticristãos acabam por ser os próprios cristãos os redundantes do Estado. É dessa maneira que devemos encarar o "comprar e vender" da marca da besta. Não se trata apenas de uma moeda, mas de viver em sociedade, participar do sistema. À medida em que o Estado universal se torna realidade o cristão vai perdendo voz na sociedade, exceto aqueles que quiserem contribuir, ou seja, aderir às ideias (serem marcados). Assim como é o estrangeiro para o sistema econômico descrito por Baumam, que não achando lugar para "comprar e vender" neste, vira um mero ninguém, assim é também um cristão que não aderindo aos ideais do cristo cósmico acabam por ser expelido da sociedade, como já tratei aqui, esta é a morte dos santos.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Filme mostra a trajetória de "cristo" até a Ordem Mundial de Baha'u'llah

O filme A Montanha Sagrada de Alejandro Jodorowsky nos apresenta de maneira insigne um cenário que não podemos deixar de confrontar com o simbolismo que já estamos acostumados. 

O filme começa com um homem crucificado que se assemelha a imagem estereotipada de Jesus Cristo. Porém, na sequencia do filme sabe-se que este não era o tal, mas sim um ladrão que igualmente fora crucificado. Ao andar pela cidade foi utilizado de molde para várias estátuas de Cristo por alguns romanos gulosos e uma figura tosca de Maria. O autor do filme, de uma maneira bem surrealista como só ele, demostrou criticamente que a imagem de Cristo foi usada de forma deliberada pela ICAR. De uma maneira irônica o Cristo que estavam a esculpir era na verdade um ladrão.
E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Isaías 56:11
Depois o Ladrão fora atraído por um pouco de ouro que servia de isca em um anzol, e subindo com este chega ao topo de uma torre.
Ele a todos levantará com o anzol, apanhá-los-á com a sua rede, e os ajuntará na sua rede varredoura; por isso ele se alegrará e se regozijará. Habacuque 1:15 
Ao chegar no interior da torre e romper com uma película que selava o local com o exterior, ele encontra o Alquimista, este homem à esquerda vestido de Branco entre dois bodes e duas torres, uma branca e outra preta. Resumidamente este representa o Senhor das Hostes o qual Baha'u'llah se referiu ter recebido o chamado, é a figura mais sublime que cada Ordem reverencia, seja a "ordem branca" (baha'i & CIa) ou "ordem preta" (illuminat & Cia). A coluna preta possui três linhas inteiras paralelas entre si e a branca possui as mesmas três linhas, porém cortadas ao meio. É como na bandeira da Coréia do Sul, em que as três linhas inteiras representa o céu e as cortadas representam a terra.

O Alquimista possui um colar com nada mais nada menos que um eneagrama. É um símbolo antiquíssimo formado por nove linhas que se ligam dentro de uma circunferência. Os pontos onde as linhas tocam o círculo são numerados de 1 a 9, daí o significado da palavra em grego – “nove pontos”. Ninguém sabe ao certo sua origem, mas estima-se que tenha mais de 2500 anos. Zoroastro e Pitágoras debruçaram-se sobre ele, mas foi o russo G.I. Gurdjieff o sábio que mais se dedicou a seus mistérios. Segundo J.G. Bennett, autor de O Eneagrama (Pensamento-Cultrix), esse desenho mítico possui significados e aplicações diferentes, em vários campos do conhecimento. Em determinadas regiões da Ásia, é utilizado para prever o futuro. No Ocidente, serve a estudos da personalidade, ajudando a identificar qualidades e fraquezas nas pessoas. Para alguns psicólogos, cada um dos nove pontos representa um padrão de comportamento (o metódico, o generoso, o sofredor etc.). “É possível identificar a motivação básica de um indivíduo, uma fixação do ego que acontece muito cedo na vida, de forma inconsciente”, afirma Nelson Mariz de Lyra, professor de eneagrama no programa de MBA da Universidade de São Paulo. “O eneagrama é um instrumento muito prático, mas ainda trata de traços gerais, pois cada pessoa é única.” (ver mais a respeito)

Agora, o Alquimista que carrega consigo uma das variações do símbolo máximo da ordem mundial de baha'u'llah, leva o Ladrão a uma sala onde vai encontrar mais sete indivíduos. Isso mesmo,! O "Cristo" e mais sete. Qualquer semelhança que você veja entre isso e os manifestantes solares/reis de apocalipse 17 fica por sua conta. Está então formado o grupo dos dez: O Alquimista, os oito aprendizes e uma mulher que acompanha o alquimista. Ele os inicia nos mistérios dos nove em busca da imortalidade e promete após todos alcançarem o pico da montanha sagrada revelar o segredo fundamental.  É interessante notar que cristo, no caso o Ladrão, foi o personagem principal até ele se encontrar com os demais discípulos do alquimista, depois disso ele se tornou apenas mais um. É exatamente isso que está a acontecer, do ponto de vista ocidental o cristianismo é a religião que está em evidência, mas aos poucos o cristianismo está deixando de ser 'a' religião para se tornar 'uma' cabeça da besta. A quebra da hegemonia de qualquer religião que seja para dar ênfase na unidade do gênero humano.

Ao fim do filme é então revelado o segredo: "isso é um filme".


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Pontos de vista a respeito do "milênio"

Acho importante entendermos o que cada modelo de interpretação defende, pois assim passamos a saber onde estamos pisando na medida em que nos deparamos com algum conteúdo escatológico. É claro que estas apresentações aqui expostas não são imparciais, na medida em que este é um blogue que expressa o que acredito, mas se você é já um leitor do Está Por Vir e tem algum conhecimento sobre a Ordem Mundial de Baha'u'llah, não será um problema. Por esse já ser um assunto amplo na internet e chegar a ser enfadonho, tentei abordá-lo de uma maneira livre.

Pré-milenismo clássico e dispensacionalista

O pré-milenismo clássico Defende que Cristo voltará, prenderá Satanás e estabelecerá o seu reino milenar na terra. Depois de mil anos exatos (para alguns não são exatos) Satanás seria liberto e ajuntaria uma multidão para se opor ao reino de Cristo, então seriam derrotados e jogados no lago de fogo. Existe ainda o pré-milenismo dispensacionalista que difere do clássico em crer no arrebatamento secreto da igreja antes do período da "grande tribulação".

Essa deve ser a mais "defendida" de todas as interpretações. Digo "defendida", entre aspas, por essa ser a mais usual em igrejas que não se sentem na necessidade de aprofundarem-se no livro de apocalipse, sobretudo pelo fato de pensarem que serão arrebatas antes de qualquer coisa pesar pro lado deles. No entanto, e isso eu considero algo engraçado, os pré-milenistas (os de fato) são os que mais se preocupam com o que se pode acontecer nos últimos dias. Em relação aos dispensacionalistas, sobretudo pelo fato de acreditarem em um rapto iminente, isso ainda é mais visível, é um pensamento "adrenalizante", seus adeptos e estudiosos vivem com o frio na barriga de deixar esse mundo miticamente de uma vez por todas, ou seja, o seu otimismo está na vinda de Cristo ("Maranata!").

É uma faca de dois gumes, pois os dispensacionalistas acreditam em coisas, devido à sua literalidade na interpretação, que são as maiores causas para o deboche alheio (para mim mesmo há coisas absurdas), e no que tange o segmento clássico pode ser ainda pior pelo fato de acreditarem que a vinda de cristo será emendada com o milênio, o que pode dar na doutrina do "derramamento do espírito" antes do início deste, os fazendo aceitar a manifestação do cisto cósmico como início do milênio, enquanto é na verdade o reino da besta do abismo.

Amilenismo

Os amilenistas, embora já na tradução do termo encontrarmos a afirmação "não há milênio", são os que mais acreditam no milênio (What?). Tanto são os que mais acreditam nele que acreditam inclusive estarem vivendo no mesmo! Para o amilenismo, os mil anos o qual o livro de apocalipse 20 relata é uma figura para representar o ciclo que se iniciou com a vitória de Cristo na cruz até a sua vinda gloriosa e visível à todos. Essa é a corrente que este blogue segue em relação ao milênio.

Para amilenistas, Satanás foi preso (expulso do céu) com a vitória de Cristo na cruz e "está sendo solto" à medida que a apostasia toma conta de todo o meio cristão. A vinda de Cristo é então o fim da história da terra, não havendo um reino físico de Cristo aqui. Essa interpretação é um escudo para quem não conhece a Ordem Mundial de Baha'u'llah, pois por não esperar que essa terra seja agraciada com um reino físico de Cristo, os adeptos do amilenismo (pelo menos os que se manterem firmes) não serão "apanhados pela rede varredoura" do anticristo pela promessa do "reino de Deus na terra".

Esses, porém, são os mais pessimistas, pois acreditam estar vivendo nos últimos dias da anunciação do evangelho e que a apostasia não vai diminuir, ao contrário, irá crescer até não sobrar ninguém (ou quase ninguém) que creia na sã doutrina. Pode causar um relaxamento na questão de não se importar com o livro de apocalipse, pois o que acreditam hoje não está muito distante do que se cria um tempo atrás (não sente a necessidade de se situar em relação a quão próximo está o reino da besta), fato que talvez tenha feito o amilenismo perder muitos possíveis adeptos ao longo dos últimos anos.

Pós-milenismo

Amilenismo e pós-milenismo NÃO SÃO A MESMA COISA! Mas muitos os confundem erroneamente pelo fato de os dois defenderem que a vinda de Cristo vem pelo fim do milênio, PORÈM o cenário que isso se desenrola é totalmente opositório em relação de um para com o outro. Como vimos, o amilenismo defende o fim da pregação do evangelho. Já o pós-milenismo defende o progresso em relação a pregação da palavra. Essa interpretação é a menina dos olhos da Ordem Mundial de Baha'u'llah, não há interpretação que mais leve igrejas a aceitarem o progresso (acarretando na era dourada) defendido por esquerdistas, pela ONU e consequentemente pela fé baha'i.
Poucas pessoas deixarão de reconhecer que o Espírito insuflado no mundo por Bahá’u'lláh, Espírito esse que está se manifestando em graus variados de intensidade, mediante os esforços conscientes de Seus declarados apoiadores e, indiretamente, através de certas organizações humanitárias, jamais poderá penetrar no gênero humano e exercer uma influência duradoura, a não ser que, e até que, encarne em uma visível Ordem portadora de Seu nome, integralmente identificada com Seus princípios e funcionando de conformidade com Suas leis…” ( do livro: A Ordem Mundial de Baha’u’llah)
Ganhou força no século XIX (paralelamente ao inicio da era baha'i), período em que a humanidade se enchia de esperança com o avanço científico e no campo religioso pelo fato de igrejas estarem sendo fundadas por toda a parte do globo, aqui mesmo no Brasil: Metodista, Batista, Presbiteriana, Adventista, sem falar que muitas delas (senão todas) com missionários intrinsecamente ligados à lojas maçônicas. Há literatura sobre isso.

O erro de muitos é considerar que as duas grandes guerras acabaram com essa esperança mistica de pós-milenistas em que todos os habitantes da terra alcançarão a paz e adorarão o Rei dos Reis. O otimismo desse grupo está em "fazer desse um mundo melhor", fazer um reino de Deus construído por mãos humanas. Mãos essas que nem cristãs precisam ser, basta ter o mesmo objetivo. 

Enquanto pré-milenistas são os que mais se preocupam com os últimos dias, no sentido de encaixar quem é quem nas profecias, os amilenistas os mais preguiçosos do tema, os pós-milenistas no entanto são os que mais rejeitam qualquer tentativa de apontar uma luz no cenário final, rejeitam toda e qualquer coisa que denominam "teoria da conspiração", não importando se quem diga seja um blogueiro não conhecido ou o próprio George Bush. Para tais tudo é motivo para ver com bons olhos e acreditar que tudo vai dar certo no final.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Professias e apostasia



Esse é um vídeo muito tosco, se você considera seu tempo muito precioso é melhor nem assistir, mas sobretudo a partir de 4 minutos quando se fala da volta de Cristo é onde pega no nosso pé e é interessante fazermos uma reflexão. Zombadores da fé existem desde os primórdios da Igreja, mas perceba que tudo o que é motivo para zombaria nesse vídeo é também tudo aquilo que estamos lutando contra, que são as interpretações do número da besta e os falsos sinais (a materialização) da vinda de Cristo.
 
Não pense que Deus há de julgar a terra por causa de pessoas como essa, na verdade essas pessoas já são o julgamento de Deus para a igreja apostata, pois perceba que no vídeo a igreja retratada é a mais distante da palavra e é também a referência para quem não conhece a verdade. É por isso que Deus enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.
 
Quem zomba da fé tem um amplo apoio dessa sociedade que está se erguendo, ou seja, não fica sozinho. O mesmo acontece com a igreja apostata, pois essa também possui muitos defensores, ou seja, quem é vilipendiado com tais zombarias ainda sim consegue um sustento para a sua fé, por mais distante da palavra que essa seja.

Nós (os que conhecemos a verdade) ficamos na pior posição, pois somos vilipendiados de um lado por zombadores que não fazem questão de diferenciar quem crê na bíblia e quem crê em cães gulosos, e por outro lado somos rechaçados pela igreja apostata devido ao fato de não concordar com seus atos, acusando-nos ainda de "sentarmos na roda de escarnecedores". Ainda mais pelo pouco número que somos e, por cima espalhados, distantes um do outro, cada um vivendo e alimentando sua fé com o pouco de pão que resta nesses últimos dias... Se não for pela vontade de Deus fica muito difícil alguém por conta própria conhecer a verdade, pois antes tem que quebrar a dura crosta que a igreja apostata formou para com essa.

Para agravar a situação ainda encontro na internet um filme que satiriza a escatologia que crê no rapto dos fiéis e no milênio (apesar de eu não acreditar), típica nos Estados Unidos até pouco tempo atrás e que hoje não é outra coisa senão um roteiro mal produzido de uma comédia sem graça.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Uma lógica que eu não consigo entender

E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Apocalipse 7:4
 
Em apocalipse 7 João tem a visão de 144 mil selados das tribos de Israel, sendo que o próprio também ouviu, inclusive, de que tribos tais selados seriam. Para muitos estes são os remanescentes que estariam sendo poupados para a restauração de Israel e que seriam salvos durante o período entre o arrebatamento da igreja e o milênio, que segundo os mesmo se dá em um período de sete anos.
Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; Apocalipse 7:9
 
Depois da visão dos selados de Israel, João vê ainda  "uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas".
E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Apocalipse 7:13-14
Essa multidão seria segundo teorias aqueles que conseguiram resistir ao anticristo durante o suposto mesmo período em que os selados estariam sendo preservados.
 
Quer dizer então, pelo que pude presumir dessas considerações, que durante um período de sete anos, aliás três anos e meio (pois seriam três anos e meio de paz e três anos e meio de desacordo), seriam salvos, além de (no mínimo - se você considerar esse número literal) 144.000 só de Israel, mais uma multidão em todo o mundo que conseguiria resistir ao anticristo. Aí eu te pergunto: para que serve a Igreja? Por que estamos durante dois mil anos com o agir do Espírito Santo tentando buscar almas? Se em um período que corresponde a menos de 0,2% desse mesmo período haveriam de ser salvo tanta gente e sem a presença do Espirito Santo como predizem.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Anticristo ou Os Anticristos?

Aqui estará sendo utilizada a figura especulativa do anticristo, não fazendo distinção entre a liderança espiritual (cabeças) e a material (chifres).

Muita gente já para neste questionamento. Haverá um anticristo específico miraculoso que ajuntaria a todos os povos e seria aclamado por estes? Ou simplesmente cada um de nós somos anticristos igualmente formando assim um todo que na bíblia é tratado por "espírito do anticristo".

Isso é um debate que vai muito além de uma discussão escatológica cristã. Autores renomados sociologicamente abordaram esta mesma questão tendo em vista a Sociedade e o papel do indivíduo na construção de sua moral. Podemos tomar como base os considerados pais da Sociologia, ao lado de Marx, Weber e. Durkheim.

Weber vai tratar da questão do indivíduo, através da ação social, quer dizer, Weber se encaixaria na primeira visão apresentada acima a respeito do anticristo, a ideia de uma liderança "O Anticristo".

Em contra partida Durkheim vai propor a ideia do fato social, ressaltando a ação do conjunto para a formação de uma consciência coletiva. Assim tal autor se encaixaria na segunda visão apresentada, a questão do 'nós', "Os Anticristos".

Partindo para uma abordagem mais direta, quero expor a visão sobre o tema deste blogue.

No meio tradicional escatológico (e aqui incluo todas as falhas e errôneas interpretações sobre o livro de apocalipse) impera a visão weberiana, ou seja, de uma liderança coordenadora que agiria mutuamente na sociedade em questão. Essa é uma visão muito arriscada, não em sua estruturação, mas na exacerbação e enaltecimento do papel da liderança.

É fato que a liderança está presente assiduamente, por exemplo no nazismo, a figura de líder de Hitler foi muito forte, mas Hitler não matou cerca de 6 milhões de judeus sozinho. Aqui vai entrar na questão do ponto de influência que alguém pode ter sobre o outro, Hitler não influenciou todos os alemães a se aderirem ao nazismo, a maioria deles, pelo menos no início, eram dotados de um sentimento comum de perda pós primeira guerra mundial, ou seja, Hitler estava na hora certa no lugar certo, tinha terreno, se tornou uma grande liderança.

É neste ponto que eu pretendo chegar. A questão é "o poder vem do povo", o povo ergue o seu líder, assim, estaria eu partindo para uma visão mais durkheimiana, embora, acredito eu, não plenamente.

Na visão tradicional, o líder (vulgo anticristo) é visto de uma forma sobrenaturalmente conquistadora e "surgida do nada" como solução para os problemas do mundo. Este blogue, que trata da fé baha'i como mentora de uma ordem mundial futuramente implantada e antecipadamente planejada, vai contra esta ideia.

Assim como no exemplo de Hitler, o qual conseguiu espaço devido uma comunidade fragilizada, assim será a vinda do filho da perdição (2 Ts 2). O filho da perdição virá para os seus, ou seja, quem será levado à perdição senão os próprios filhos da perdição? Assim sendo, a profecia fala de um, mas fala de todos ao mesmo tempo, que são mais de um, embora estejam representados na figura de um, são na verdade muitos.

Portanto, a fé baha'i com seu plano de modelo de governo, não será imposta por ninguém (claro que haverão focos resistivos), ante isso será aclamada, assim sendo vemos que a terra fértil (povo) faz a árvore crescer (liderança), Podemos ver isso biblicamente.
E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. Apocalipse 6:1-2
Perceba que o cavaleiro já estava lá, ou seja, tudo já está arquitetado para uma nova ordem global. Mas ele só recebeu a coroa depois. Será reconhecido depois. Ainda que a semente esteja jogada, é necessário que a terra seja preparada (o que está acontecendo hoje), todo esse caos que estamos vendo aumentar seria uma espécie de estrume, merda mesmo, e isso não é nem uma analogia minha. Malaclypse the Younger, um dos fundadores do discodianismo disse "a merda faz a flor crescer e isso é bonito", podemos traduzir da seguinte maneira: A merda (O CAOS SOCIAL) faz a flor crescer ( UMA "ORDEM" GLOBAL) e isso é bonito (UMA ESPÉCIE DE DESCULPA PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE ORDEM ATRAVÉS DO CAOS). E como sabemos, quem joga a 'bosta', ou seja, quem se utiliza do conceito de ordo ad chaos (ordem no caos) não é outra senão a mulher montada na besta. Depois que a flor crescer não é necessário que se jogue mais merda na flor, desse modo a mulher é descartada (QUEDA DA BABILÔNIA).

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

NOVE O CÓDIGO | Segunda Parte



Como já falei antes na Introdução, o texto que se segue vem daqui, o que estiver entre "//" é meu.

São Pedro teria descoberto o código 9?

O código 9 está em toda parte. Aqueles que vieram a entender o código tornaram-se os mestres da sabedoria os quais foram retratados segurando chaves em obras de arte antiga. Entenda isso e tu livre serás. O rei Salomão não orou para a riqueza, em vez disso ele pediu a Deus sabedoria e que lhe foi concedida. O código foi revelado a ele e ele a usou para construir um templo para Deus, que foi considerado mágico. O rei Salomão se tornou o homem mais rico do mundo usando essa sabedoria. Todos os reis da terra  ficaram admirados com o templo e queriam saber o seu segredo, à ele enviaram presentes e até mesmo suas filhas para obter esse conhecimento. Qual foi essa sabedoria que lhe deu tanto poder?


// Veja só o seguinte: salomão não pediu riqueza, em vez disso pediu sabedoria. E a partir da sabedoria ganha, enriqueceu. Isso é para confirmar a superioridade da "espiritualidade" em relação a "materialidade", ou seja, a superioridade da fé bah'i em relação à maçonaria. 

O executivo mundial (vulgo anticristo) virá da maçonaria, que é uma ordem materialista, mas este necessita exercitar a sua espiritualidade para ser como Salomão foi, quer dizer que ele precisa conhecer o "código 9", "Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas" (Daniel 11:39)


Esta imagem acima retirada de um site baha'i retrata a sabedoria (estrela de 9 pontas) englobando a riqueza (estrela de 6 pontas). E como a fé baha'i não nenhum plano mirabolante de conspiração, mas é o resultado de toda uma trajetória da humanidade envolvida com conhecimentos esotéricos, vemos essa representação em uma carta de Tarô, O Eremita. É a carta do nono arcano maior, de numeração IX, o qual representa o isolamento e a busca pelo conhecimento, perceba que a carta é de número 9, mas a luz que o eremita segura vem de uma estrela de seis pontas. //

O Eremita

O design inteligente do nosso universo tem belas formas e imagens com a formação geométrica  ligadas ao número 9, como um selo sobre a criação dada por Deus. Desde átomos às galáxias e até mesmo o nosso DNA é cercado por formas e padrões geométricos com o número 9 escondido dentro como prova da criação. O código 9 foi criado para esconder a mensagem da besta que quer destruí-lo para manter-nos cativos como escravos para sempre.

// Veja mais elementos gnósticos a cerca do "código 9", primeiro o autor fala que Deus criou o código e depois afirma que é uma obra da besta para escravizar. Esta é uma ideia baseada na tradição gnóstica que aponta o Deus criador do universo como o aprisionador da consciência humana. Com isso seria preciso "sair da Matriz", o despertar da gnose. O autor também fala sobre o DNA (Ver também: DNA pode conter o nome do cristo cósmico).  //

Você encontra o número 9 escondido em nossas vidas de uma forma muito original, natureza, arte, música, arquitetura, livros e religião, as unidades de pesos e medidas, etc colocados lá por alguém a milhares de anos atrás, que remonta às primeiras pessoas que caminharam sobre a Terra. Eles receberam um "Código de Deus" e eu vou mostrar para você aqui.Parece que a construção de nosso universo, galáxia e sistema solar gira em torno do número 9 de alguma forma, e este número vem em todos os lugares, assim como uma mulher está grávida de nove meses exibindo o código 9. Se somarmos os dígitos de um número até que haja apenas um número à esquerda, o que se obtém é o que é chamado de raiz digital, a qual foi usada pelos antigos chamada numerologia, usado-a como um atalho para resolver certas equações matemáticas por números de organização. Em outras palavras, a soma dos dígitos de um número é chamado IE sua raiz digital. 216 (2 +1 +6 = 9) método de adição de números em matemática.


// O autor comenta sobre a importância da numerologia e comenta sobre o fato da gravides durar 9 meses (Ver também: Mamãe vai ter neném) //

Utilize este método antigo para obter a compreensão e entendimento por que isso é a chave Mr. Anderson. Números estão vivos e governam o universo e ajudam a criar a realidade, forma e simetria, que são atraídas e usado para o controle subconsciente da mente, porque a nossa consciência é atraída por formas e estímulos para constantemente criar realidade em que acreditamos. O vírus mais poderoso é uma ideia Em outras palavras, não são os vossos pensamentos, mas um ser cujos pensamentos estão sendo filtrados através da matriz. Eu vou te mostrar como isso funciona e como os povos antigos sabiam sobre ele, bem como nos livros religiosos Bíblia e outros. Eles estavam tentando nos avisar.


// Compreender que há um código oculto é ir contra Cristo, pois seus ensinamento são luz e como ele mesmo disse: "Não se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire" (Mateus 5:15) Porém, isso tudo já era biblicamente previsto, pois vemos aqui a ideia de uma consciência universal atuando como uma força motriz primordial, "Mas em seu lugar honrará a um deus das forças" (Daniel 11:38) //