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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

São também sete reis... Charadinha divina?

Terei de voltar no capítulo 17 do livro de apocalipse outra vez, pois as pessoas parecem que não sabem o que é uma revelação! Com isso estão brincando de adivinhação. O que normalmente tentam fazer é adivinhar quem será o oitavo rei a partir dos sete primeiros. Isso é impossível de se fazer, pois a revelação tem como base o próprio oitavo rei.
E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres. Apocalipse 17:7
É importante lembrar que João viu a besta completa, ou seja, com as sete cabeças já formadas. Ele não viu cinco formadas uma mais ou menos e outra só o pescoço! Por isso, para entendermos o que são essas cabeças, elas precisariam estar todas já formadas e vista scom a besta do abismo. Essas cabeças não foram anexadas posteriormente à besta, ela subiu com as sete, é por isso que o anjo diz a João que mostraria o segredo da besta e não de suas cabeças por si só!
A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá. Apocalipse 17:8
Como os habitantes da terra admirariam a besta? Do jeito que João viu, com as sete cabeças e os dez chifre. Admirariam as sete cabeças, pois viriam as sete cabeças e não uma só. Isso mostra que só é possível saber quem são as suas cabeças após o conhecimento de quem seja o oitavo rei e não contrário.
Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. Apocalipse 17:9
Agora o anjo partiu para uma análise mais detalhada da besta (os sete montes), pois João já havia visto a besta completa.
E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.

E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição. Apocalipse 17:10-11
Um versículo para falar dos sete reis e outro especificamente para falar do oitavo. Diferentemente da marca da besta que é pedido para calcular, o oitavo rei não é pedido para ser decifrado, e hoje é isso que tentam fazer: diz-se que foram descobertos os primeiro reis e fazem especulações de quem seria o oitavo. Nós podemos ver no oitavo rei os sete reis anteriores, mas não podemos ver em um dos sete primeiros reis quem são os seus sucessores!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A maior fome da Terra

Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra de DEUS. Mateus 4,4
Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles, E as suas palavras até aos confins do mundo. Romanos 10:16-18
Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? Lucas 18:8 b 
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:14 
E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. Mateus 25:5-9
Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para os meus caminhos. Salmo 119:105 
Porque o SENHOR teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas; Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. Deuteronômio 8:7-8 
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. Apocalipse 6:6
Onde podemos comprar azeite hoje? Onde hão de nos vender? Onde podemos ouvir a palavra de DEUS? Onde está sendo pregado o Reino de DEUS? O Reino que DEUS nos deu, hoje está escasso! Não há mais onde podemos nos alimentar, o alimento que é a palavra de DEUS!

Estamos em um tempo que não aguentamos mais ouvir qualquer um falar da bíblia... Sempre a mesma baboseira gospel sendo pregada... DEUS nos deu um bom reino, uma boa terra, mas hoje é difícil conseguimos ter aquilo que era nosso por direito. Se acaso temos pouco azeite, hoje é difícil de repô-lo, pois já não se acha mais quem o venda.
Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão. Naquele dia as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede. Amós 8:11-13

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O que podemos dizer do futuro?

Podemos tão somente dizer que o futuro pertence a Deus. Eu não sou dos que querem convencer que estamos no fim dos tempos, não quero expor sinais que comprovem isso, seja na natureza, seja na conduta humana. Eu já afirmei outras vezes que o descrédito na palavra de Deus, que é a cura da ferida, é o único sinal que nos é válido para a compreensão de que está próximo o dia em que ouviremos do céu: Subi para aqui (Ap 11:13). Ainda que vendo no dia a dia que a Bíblia vem sendo desacreditada, nunca teremos, mesmo com toda a tecnologia do nosso tempo, um panorama de como está se dando a recepção do evangelho por todo o globo.

Não podemos nos esquecer que o fim só virá depois que evangelho do reino houver sido pregado a todo o mundo (Mt 24:14). Para muitos é uma contradição acreditar que o tempo do fim é marcado pelo descrédito da Palavra ao passo que é igualmente marcado pela pregação desta por todo o mundo. Acontece que a espada pode matar à medida em que pode salvar. A palavra de Deus é vida para alguns enquanto é a condenação para outros.
E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo? 2 Coríntios 2:14-16

terça-feira, 27 de maio de 2014

O abismo será destruído

A respeito do que eu acredito que acontecerá com a Terra após a vinda de Cristo: será destruída.
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Apocalipse 1:7
A vinda de Cristo será um evento único e dará início ao último dia. Entretanto, não devemos compreender este "dia" como sendo de 24 horas, com o nascer e o pôr do sol e tudo o que um dia comum tem direito.

Quando Jesus vier ainda haverão pessoas sobre a terra. Os mortos ressuscitarão para ver sua descida gloriosa. Todos, desde o início dos tempos, o verão. E para o verem, precisam estar sobre a terra. Os fiéis que ressuscitarem subirão para encontrar Jesus nos ares. O fiel que porventura estiver vivo receberá seu corpo incorruptível e será arrebatado, subirá para se juntar aos ressuscitados nos ares. (I Ts 4:16,17)

Mas como Cristo será visto por todos se a terra é redonda e aparecendo de um lado o outro não vê? Não devemos esquecer que Ele vem como Deus Todo Poderoso e que, portanto, pode fazer o que quiser com tempo e espaço. Mas não é somente por isso.
E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. Apocalipse 20:9

Como podemos ver, é um dia sem precedentes. É o dia o qual ressuscitarão todos os mortos.  O dia da destruição de Satanás e dos que cercavam o povo de Deus. Em que os sepulcros do mundo inteiro de todos os tempos serão abertos, o mar devolverá seus mortos e aqueles que estiverem no além voltaram à vida.

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Daniel 12:2

É quando Miguel, que é o Senhor Jesus na visão de Daniel (tal como na de João, em apocalipse 12) se levanta a favor do povo de Israel e os livra, segue-se tudo isso o grande julgamento.

Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. Daniel 12:1

Será um longo dia. Um dia em que a noção que temos de tempo/espaço será abalada. Um dia de julgamento para todos aqueles que não tiverem com Cristo nos ares. A Igreja não estará no banco de réus nesse julgamento.


Alguns dizem que a terra será apenas "restaurada", pois a terra para sempre permanece (Ec 1:4). Ou mesmo fazem uma distinção entre dois tempos a respeito do que eu escrevi acima. Mas mesmo uma suposta "renovação" deste mesmo planeta não seria possível de se ocorrer, pois o mar não existirá mais.
E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Apocalipse 21:1
Este 'mar' não é simplesmente água salgada. A besta que emerge do mar (Ap 13:1) é a mesma besta que sobe do abismo (Ap 17:8). O abismo é morte, vemos o mar devolver os mortos (Ap 20:13). Não existirá mais mar pois não haverá abismo nem morte. Os céus e a terra passarão porque foram feitos sobre a face do abismo.
No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Gênesis 1:1-2

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A ferida está sendo curada

Existem geralmente duas maneiras comuns[1] dos cristãos se agarrem à ideia de que "o fim está próximo" e consequentemente o retorno de Cristo. A mais comum é também a que mais se aproxima do pensamento das religiões arcaicas[2], que é ver sinais na natureza que indiquem o retorno do messias. Isso gera um tumulto desnecessário dentro da área escatológica toda a vez que um terremoto, tsunami ou coisa semelhante acontece pelo mundo. Outra forma mais correta de encontrar "sinais" de que "Cristo está voltando" estaria na análise não na natureza, mas no homem. Digo mais correta devido a bíblia fundamentar muito mais esse ponto de vista do que o primeiro.

Acontece que esta última carrega consigo uma possibilidade de erro tanto quanto a primeira e pode causar tumulto desnecessário em relação a "alertas para últimos dias" e coisa do tipo. Por exemplo, afirmar que o casamento gay é um indicativo para a volta de Jesus é de um tanto absurdo. Até porque sabemos que o pior ainda não chegou, quando se manifestarem massivamente os ativistas da pederastia e pedofilia aí a coisa começa a ficar feia...


Onde eu quero chegar... Nessa postagem (clique aqui) eu esclareci o meu ponto de vista a respeito da ferida que a besta recebeu de espada, a qual coloquei como sendo o evangelho de Cristo e o estabelecimento do seu reino, da crucificação à parúsia. Nesse contexto, a cura da ferida seria a eliminação da verdade do evangelho no mundo contemporâneo, culminando na manifestação do cristo cósmico como a resposta para o tempo apostata que se figurou a partir dessa negação.
Em entrevista à psicóloga Valerie Tarico, Winel disse que os sintomas do STR inclui, além da ansiedade, depressão, dificuldades cognitivas e degradação do relacionamento social. “Os ensinamentos e práticas religiosas, por vezes, causam danos graves na saúde mental.” 
“No cristianismo fundamentalista, o indivíduo é considerado depravado e tem necessidade de salvação”, afirmou. “A mensagem central é ‘você é mau e merece morrer, porque o salário do pecado é a morte. [...] Já tive pacientes que, quando eram crianças, se sentiam perturbados diante da imagem sanguinolenta de Jesus pagando pelos pecados deles.”
(Daqui)
O objetivo dos discursos anti-cristãos, como exemplo, o das minorias, quando estas veem a igreja como aquilo que bloqueia a aquisição de seus direitos, não se dão com o intuito de suavizar as posições desta em relação aos mesmos. São na verdade partes de um processo muito maior que é o de "abolir todas as verdades absolutas". A religião, em sentido estreito 'o Cristianismo', como porta-voz de uma verdade que se mostra enraizada no absoluto deve então ser minada de todas as maneiras que se mostrarem possíveis. No texto acima o cristianismo não se torna mais cristianismo se não estiver sendo seguido por um "fundamentalista" omo adjetivo.

Nesse post (clique aqui para ir até ele) em que tratei do que chamam de fundamentalismo cristão, o fiz por estarem colocando o cristianismo como fundamentalista na medida em que esse se mostrava contrário ao homossexualismo. Mesmo ai, vemos uma acusação "com causa", ou seja, se uma igreja não se mostrasse oposta ao movimento LGBT, essa logo não seria "fundamentalista". Mas no texto que apresentei acima, quando o cristianismo se torna fundamentalista pelo fato da mensagem central ser o homem precisando de Cristo para alcançar a salvação, não sobra uma igreja sequer que não seja fundamentalista, pois se há uma igreja, por mais apostata em alguns sentidos que essa seja, que não acredite que Cristo seja a única salvação para o homem pecador, essa não é de fato uma igreja cristã.

A condenação do homem a partir do pecado, seja ele qual for, é proveniente da lei. Vejamos como exemplo a imagem deste outdoor ao lado, que é motivo para acusação de homofobia. A exortação em evidência é a passagem de Levítico, que compõe o cânon referente às leis dadas por intermédio de Moisés. A condenação só há para quem está sob o julgo da lei. A única maneira de sair desse julgo é mediante a graça de Cristo, mas para isso é necessário que o homem reconheça o estado de pecador (pela lei vem o conhecimento do pecado. Rm 3:20), para que esse possa vir a ser justificado pela graça. Essa é a lógica da salvação, é simples. Mas quando a "imagem sanguinolenta de Jesus pagando pelos pecados" se torna então o motivo para condenar o cristianismo ao hall das religiões do mal, já não há nada o que fazer.
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:14
Em suma, o que se está colocando em cheque (fundamentalismo) não é o evangelho das aparências, da acusação e que tende à lei mosaica. Mas o que se está a fazer é por descrédito total da graça de Cristo através de seu sacrifício na cruz. Quando isso acontece perde-se a possibilidade da pessoa alcançar o reino pela fé no evangelho, mesmo esse evangelho já tendo sido pregado.

Notas
[1] Que só foi possível após a introdução do pensamento iluminista na cultura ocidental. Ver: A imanentização escatológica e o iluminismo.
[2] Profecias como as luas de sangue nos remetem aos tempos que os antigos viam manifestações naturais como intervenção direta das divindades. Ver: Sinais para o que?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A REAL Plenitude dos Tempos segundo a Fé em Jesus Cristo

Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. Gálatas 4:4-5
Como digo sempre: Aquele que espera pela implementação do Reino de Deus na Terra está muito atrasado. Cristo não virá uma segunda vez para fazer isso, porque ele já fez em sua primeira vinda. 

Você espera um tempo em que todas as pessoas sejam perfeitas e sem pecados? Pois esse tempo já existe desde que Cristo pagou o preço na cruz e nos libertou da lei do pecado e da morte. 

Você espera por um tempo em que as pessoas não mais morram e haja paz na terra? Esse tempo já existe desde que Cristo deixou sua paz conosco e nos deu a vida eterna por meio da Fé no Evangelho. Essa é a primeira ressurreição.

Você não crê que Cristo já fez tudo isso apenas por não ver com seus próprios olhos? Bendito são aqueles que não viram e creram, pois apenas não se manifestou aquilo que haveremos de ser.

Estamos adentrando o tempo de apostasia mencionado pelo Apóstolo Paulo em Segunda Tessalonicenses, no segundo capítulo, que é o cenário em que despontaria o filho da perdição. Este o qual a todos levantará com o anzol e os ajuntará em sua rede varredoura. Se me perguntarem qual a isca que seduzirá a todos, de crentes a incrédulos: a consumação da suprema paz, a era dourada e tantos outros termos adjetivos. De crenças religiosas com mais de 5.000 anos a religiões políticas ateístas do mundo pós-moderno, a promessa de levar seus adeptos àquilo que seria a Plenitude dos Tempos ou a Era Maravilhosa é o que une todos esses.

Essa "promessa" acaba exercendo a mesma influência que a Lei outrora realizava, ou seja, anula a Libertação trazida por Cristo (que é a nossa plenitude dos tempos, o ano aceitável do Senhor) sobre a vida da pessoa subjugada a essa utopia. "Cristo não conseguiu implantar" ou "Cristo implantou em partes" são máximas sempre presentes nas doutrinas daqueles que defendem o "Venha teu Reino na Terra como no Céu".




Entre todas essas doutrinas há um ponto de encontro, que ao meu ver é condensado na pessoa de Baha'u'llah. Une a Imanentização Escatológica das religiões políticas à Utopia Quiliástica das religiões milenaristas.
A Fé trazida por Bahá’u’lláh deve, em verdade ser considerada como a culminação de um ciclo, a etapa final em uma série de revelações sucessivas – preliminares e progressivas. Estas têm preparado o caminho, em antecipação – com sempre crescente ênfase – do advento daquele Dia dos Dias no qual Ele, a Promessa de Todas as Eras, haveria de se tornar manifesto. ...Desafia nossa imaginação a magnitude das potencialidades das quais foi dotada essa Fé, a qual não tem nem par nem semelhança na história espiritual do mundo, e que assinala a culminação de um ciclo profético universal. A fulgência da glória milenária que ela haverá de irradiar, na plenitude dos tempos, nos deslumbra os olhos. Shoghi Effendi - Chamado às Nações

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A verdadeira justiça dos santos



E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. Apocalipse 19:8
Vejo muitos interpretarem o versículo acima de uma maneira um tanto quanto equivocada. Para a esmagadora maioria, as chamadas "justiças dos santos" estão no âmbito da moral ou baseados em uma fantasia utópica de santidade pessoal, tal como a de nosso Senhor Jesus Cristo (por sacrifícios próprios). A verdade é que mesmo sem merecer, essas vestes puras nos foram dadas (e não conquistadas), e nunca haverão de se sujarem, pois foram lavadas no sangue do Cordeiro.

Eu posso me santificar? Jesus santificando-se, santificava a todos nós! 
E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. João 17:19 
Somos santificador por fé NELE! 
Para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim. Atos 26:18
 Quem nos santifica é o Corpo de Cristo. 
10. É nessa vontade dele que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.  14. Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. Hebreus 10
Superado a primeira impressão sobre a 'justiça dos santos', podemos nos aprofundar no assunto. Se a fé em Cristo Jesus é o que mantém nossos trajes puros, os atos de justiça que praticamos está no âmbito da preservação e defesa dessa fé, tanto para nós mesmos como para aqueles que nos cercam. A justiça que praticamos pode ser vista (1) quando falamos de Cristo a alguém (propagação da fé) e (2) quando rejeitamos doutrinas fora da palavra (preservação da sã doutrina). A primeira está ficando cada vez mais difícil na medida em que entramos em um mundo que rejeita a Cristo. A segunda não deixa de ser diferente, é talvez ainda mais complicado tendo em vista o meio cristão a cada dia mai afundado na apostasia.

É muito comum sermos criticados por julgar as obras de certas autoridades do meio evangélico. Mas quando se trata de desfazer as obras da prostituição do meio cristão, isso não se torna apenas necessário, mas um dever de todos comprometidos com a verdade, essa é a prática de justiça para coma nossa fé.
E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Apocalipse 20:4
Como eu já falei em outras postagens eu não creio em um milênio literal. O Milênio é o período de reinado de Cristo e a anunciação do evangelho até a sua vinda gloriosa. Os tronos os quais João viu não serão postos futuramente, eles existem desde os apóstolos. Perceba que quem se assenta nesses tronos são aqueles que "não adoraram a besta, nem a sua imagem e nem receberam o sinal em suas testas nem em suas mão". A besta (não só o oitavo rei) são as falsas doutrinas que se estabeleceram sobre a terra com o intuito de levar as pessoas a Deus (os montes, sobretudo o falso monte de Cristo). Portanto não diz respeito apenas aos últimos dias.

Temos o dever de denunciar as práticas de pastores, cantores, pregadores e todos os horrores que rondam o verdadeiro evangelho de Cristo e que se mostram contrárias ao evangelho eterno. Isso é praticar a justiça de DEUS. Isso é reinar com Cristo. 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Venha o teu reino na terra como no céu

Muitos dos que ainda estão esperando que Cristo estabeleça o seu reino nessa terra, fazem o seguinte questionamento: Por que não estaríamos esperando pelo reino de Deus se oramos a ele "venha o teu reino"?
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; Mateus 6:10
Jesus estava falando sobre o Reino de Deus, o qual naquele momento ainda não havia sido estabelecido! O Reino só passou a existir depois da morte e ressurreição de Cristo, então mais do que nunca o "venha o teu reino" fazia todo o sentido estar nas orações daqueles homens. Ademais, não basta o reino está estabelecido, é preciso reinar (fomos feitos reis e sacerdotes) e a oração faz parte disso.
Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. Mateus 5:17-18
Nós entendemos isso voltando um pouco antes, no capítulo anterior para ser mais exato, a conversa de Jesus se dá dentro de um contexto em que ele explana uma situação que é anterior ao da vitória na cruz. Nesse contexto a lei ainda era maior que o Cristo em carne que estava ali, tanto que ele ainda havia de cumpri-la integralmente, em outras palavras, sem a graça de Deus, sem o seu reino. Cristo mencionar a vinda do reino na oração era com o intuito de colocar Deus Altíssimo como soberano nessa questão "seja feita a tua vontade". Mas o que os movimentos criados a partir da imanentização escatológica do pensamento moderno fazem é muito mais do que um erro de interpretação: é uma adulteração da palavra. Como ficou claro neste post (clique aqui), o maior causador da imanentização do eskhatos é a eliminação do elemento "vontade de Deus", dando ênfase na capacidade humana frente às suas ações em trazer o paraíso à terra.

O lema então passa a ser "Venha o teu reino na terra como no céu". Perdendo a transcendentalidade de Deus o "teu" passa apenas a ser um imanente "nosso" e o "céu" um simbolo da perfeição que o "nosso" deseja alcançar. Se alguém quiser ver quando que o "comprar e vender" vai entrar na história veja aqui um exemplo, o problema não está na venda de um produto, claro, mas na disseminação da ideia.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Pontos de vista a respeito do "milênio"

Acho importante entendermos o que cada modelo de interpretação defende, pois assim passamos a saber onde estamos pisando na medida em que nos deparamos com algum conteúdo escatológico. É claro que estas apresentações aqui expostas não são imparciais, na medida em que este é um blogue que expressa o que acredito, mas se você é já um leitor do Está Por Vir e tem algum conhecimento sobre a Ordem Mundial de Baha'u'llah, não será um problema. Por esse já ser um assunto amplo na internet e chegar a ser enfadonho, tentei abordá-lo de uma maneira livre.

Pré-milenismo clássico e dispensacionalista

O pré-milenismo clássico Defende que Cristo voltará, prenderá Satanás e estabelecerá o seu reino milenar na terra. Depois de mil anos exatos (para alguns não são exatos) Satanás seria liberto e ajuntaria uma multidão para se opor ao reino de Cristo, então seriam derrotados e jogados no lago de fogo. Existe ainda o pré-milenismo dispensacionalista que difere do clássico em crer no arrebatamento secreto da igreja antes do período da "grande tribulação".

Essa deve ser a mais "defendida" de todas as interpretações. Digo "defendida", entre aspas, por essa ser a mais usual em igrejas que não se sentem na necessidade de aprofundarem-se no livro de apocalipse, sobretudo pelo fato de pensarem que serão arrebatas antes de qualquer coisa pesar pro lado deles. No entanto, e isso eu considero algo engraçado, os pré-milenistas (os de fato) são os que mais se preocupam com o que se pode acontecer nos últimos dias. Em relação aos dispensacionalistas, sobretudo pelo fato de acreditarem em um rapto iminente, isso ainda é mais visível, é um pensamento "adrenalizante", seus adeptos e estudiosos vivem com o frio na barriga de deixar esse mundo miticamente de uma vez por todas, ou seja, o seu otimismo está na vinda de Cristo ("Maranata!").

É uma faca de dois gumes, pois os dispensacionalistas acreditam em coisas, devido à sua literalidade na interpretação, que são as maiores causas para o deboche alheio (para mim mesmo há coisas absurdas), e no que tange o segmento clássico pode ser ainda pior pelo fato de acreditarem que a vinda de cristo será emendada com o milênio, o que pode dar na doutrina do "derramamento do espírito" antes do início deste, os fazendo aceitar a manifestação do cisto cósmico como início do milênio, enquanto é na verdade o reino da besta do abismo.

Amilenismo

Os amilenistas, embora já na tradução do termo encontrarmos a afirmação "não há milênio", são os que mais acreditam no milênio (What?). Tanto são os que mais acreditam nele que acreditam inclusive estarem vivendo no mesmo! Para o amilenismo, os mil anos o qual o livro de apocalipse 20 relata é uma figura para representar o ciclo que se iniciou com a vitória de Cristo na cruz até a sua vinda gloriosa e visível à todos. Essa é a corrente que este blogue segue em relação ao milênio.

Para amilenistas, Satanás foi preso (expulso do céu) com a vitória de Cristo na cruz e "está sendo solto" à medida que a apostasia toma conta de todo o meio cristão. A vinda de Cristo é então o fim da história da terra, não havendo um reino físico de Cristo aqui. Essa interpretação é um escudo para quem não conhece a Ordem Mundial de Baha'u'llah, pois por não esperar que essa terra seja agraciada com um reino físico de Cristo, os adeptos do amilenismo (pelo menos os que se manterem firmes) não serão "apanhados pela rede varredoura" do anticristo pela promessa do "reino de Deus na terra".

Esses, porém, são os mais pessimistas, pois acreditam estar vivendo nos últimos dias da anunciação do evangelho e que a apostasia não vai diminuir, ao contrário, irá crescer até não sobrar ninguém (ou quase ninguém) que creia na sã doutrina. Pode causar um relaxamento na questão de não se importar com o livro de apocalipse, pois o que acreditam hoje não está muito distante do que se cria um tempo atrás (não sente a necessidade de se situar em relação a quão próximo está o reino da besta), fato que talvez tenha feito o amilenismo perder muitos possíveis adeptos ao longo dos últimos anos.

Pós-milenismo

Amilenismo e pós-milenismo NÃO SÃO A MESMA COISA! Mas muitos os confundem erroneamente pelo fato de os dois defenderem que a vinda de Cristo vem pelo fim do milênio, PORÈM o cenário que isso se desenrola é totalmente opositório em relação de um para com o outro. Como vimos, o amilenismo defende o fim da pregação do evangelho. Já o pós-milenismo defende o progresso em relação a pregação da palavra. Essa interpretação é a menina dos olhos da Ordem Mundial de Baha'u'llah, não há interpretação que mais leve igrejas a aceitarem o progresso (acarretando na era dourada) defendido por esquerdistas, pela ONU e consequentemente pela fé baha'i.
Poucas pessoas deixarão de reconhecer que o Espírito insuflado no mundo por Bahá’u'lláh, Espírito esse que está se manifestando em graus variados de intensidade, mediante os esforços conscientes de Seus declarados apoiadores e, indiretamente, através de certas organizações humanitárias, jamais poderá penetrar no gênero humano e exercer uma influência duradoura, a não ser que, e até que, encarne em uma visível Ordem portadora de Seu nome, integralmente identificada com Seus princípios e funcionando de conformidade com Suas leis…” ( do livro: A Ordem Mundial de Baha’u’llah)
Ganhou força no século XIX (paralelamente ao inicio da era baha'i), período em que a humanidade se enchia de esperança com o avanço científico e no campo religioso pelo fato de igrejas estarem sendo fundadas por toda a parte do globo, aqui mesmo no Brasil: Metodista, Batista, Presbiteriana, Adventista, sem falar que muitas delas (senão todas) com missionários intrinsecamente ligados à lojas maçônicas. Há literatura sobre isso.

O erro de muitos é considerar que as duas grandes guerras acabaram com essa esperança mistica de pós-milenistas em que todos os habitantes da terra alcançarão a paz e adorarão o Rei dos Reis. O otimismo desse grupo está em "fazer desse um mundo melhor", fazer um reino de Deus construído por mãos humanas. Mãos essas que nem cristãs precisam ser, basta ter o mesmo objetivo. 

Enquanto pré-milenistas são os que mais se preocupam com os últimos dias, no sentido de encaixar quem é quem nas profecias, os amilenistas os mais preguiçosos do tema, os pós-milenistas no entanto são os que mais rejeitam qualquer tentativa de apontar uma luz no cenário final, rejeitam toda e qualquer coisa que denominam "teoria da conspiração", não importando se quem diga seja um blogueiro não conhecido ou o próprio George Bush. Para tais tudo é motivo para ver com bons olhos e acreditar que tudo vai dar certo no final.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Uma lógica que eu não consigo entender

E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Apocalipse 7:4
 
Em apocalipse 7 João tem a visão de 144 mil selados das tribos de Israel, sendo que o próprio também ouviu, inclusive, de que tribos tais selados seriam. Para muitos estes são os remanescentes que estariam sendo poupados para a restauração de Israel e que seriam salvos durante o período entre o arrebatamento da igreja e o milênio, que segundo os mesmo se dá em um período de sete anos.
Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; Apocalipse 7:9
 
Depois da visão dos selados de Israel, João vê ainda  "uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas".
E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Apocalipse 7:13-14
Essa multidão seria segundo teorias aqueles que conseguiram resistir ao anticristo durante o suposto mesmo período em que os selados estariam sendo preservados.
 
Quer dizer então, pelo que pude presumir dessas considerações, que durante um período de sete anos, aliás três anos e meio (pois seriam três anos e meio de paz e três anos e meio de desacordo), seriam salvos, além de (no mínimo - se você considerar esse número literal) 144.000 só de Israel, mais uma multidão em todo o mundo que conseguiria resistir ao anticristo. Aí eu te pergunto: para que serve a Igreja? Por que estamos durante dois mil anos com o agir do Espírito Santo tentando buscar almas? Se em um período que corresponde a menos de 0,2% desse mesmo período haveriam de ser salvo tanta gente e sem a presença do Espirito Santo como predizem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Por que eu não acredito em um arrebatamento secreto da igreja

Além de expor o que está no título, esse post servirá como uma espécie de retrospectiva.

Eu, ao dar início a esse trabalho era adepto da ideia de um arrebatamento da igreja antes da vinda triunfal de Cristo. Porém, ao longo das minhas mais de cem postagens neste blogue durante o ano, percebi que sustentar essa ideia de um arrebatamento invisível era contradizer, em muito, tudo o que aqui era exposto. Para demonstrar aos leitores, venho fazer um panorama que justifique a minha descrença a um arrebatamento secreto, exemplificando com os meus próprios verbetes, e com a própria bíblia como apoio principal.
 
1º Os adeptos de um arrebatamento secreto se baseiam principalmente na velha contagem de sete anos de grande tribulação, sendo que o que separaria os supostos dois períodos de três anos e meio seria o arrebatamento. Em julho expus minha opinião contrária em relação a esta forma de contagem:
 
 
2º A segunda base de sustentação da tese do arrebatamento invisível está na crença das setenta semanas encontradas no livro de Daniel. Em maio me posicionei a respeito do livro de Daniel ser sobretudo para a nação de Israel, em que devemos discernir com precisão aquilo que vale para tal e aquilo que vale para o todo.
 
 
3º Dos que defendem o arrebatamento da igreja antes da vinda de Cristo o fazem em sua maioria se baseando em uma visão extremamente futurista dos acontecimentos descritos neste livro, algo que em outubro tratei de ir contra, alegando que o apocalipse é uma revelação, aliás esse é o seu significado, mas uma revelação para trás e para frente, e não tão somente para frente.

http://blogestaporvir.blogspot.com.br/2013/10/antes-de-tudo.html

4º Essa abordagem totalmente futurista se dá principalmente em cima do capítulo 20 do livro, que ao meu ver é uma narrativa histórica da era de Cristo até a soltura de Satanás, como em maio abordei. Ai quebro a lógica de que existam pessoas que resistiram a uma tribulação enquanto outras foram livradas da mesma, pois coloco todos os cristãos, desde os da igreja primitiva, em um mesmo patamar.

http://blogestaporvir.blogspot.com.br/2013/05/estudo-sobre-apocalipse-20.html

5º O maior motivo por rejeitar a ideia de um arrebatamento invisível é que a literatura referente a esta vertente de pensamento dentro das igrejas modernas é arquitetada de modo a criar uma relação  para com seus adeptos de controle e recompensa. O controle está no fato de uma possível volta de Cristo a qualquer momento e a necessidade da pessoa "vigiar e orar" para essa não "ficar", sendo a igreja o órgão que fiscaliza de acordo com suas diretrizes que, ao admitir o quadro de apostasia da mesma no atual cenário, nem de longe recebe o mesmo teor da advertência de Cristo. A recompensa está na ideia de poupar o colaborador da igreja do "terrível período de grande tribulação e perseguição pelo anticristo sobrenaturalmente maligno".

Esse é, de fato, o principal ponto: o da apostasia. Quem defende um "rapto iminente" se faz valer do fenômeno de um arrebatamento da massa cristã no planeta, mas que massa? Essa música abaixo mostra o que o bolo evangélico acredita ser o apocalipse. Quando escrevi "As crianças e o arrebatamento" foi em cima da ideia de que, mesmo se todas as crianças do mundo fossem arrebatadas, ainda assim não seria o suficiente para haver uma comoção como se é formulado no imaginário cristão, a qual é sustentada pelas empresas eclesiásticas, músicas como essa e filmes como "deixados para trás".
 


Em relação à manifestação do iníquo, e a nossa reunião com Cristo (II Ts 2) é simples:
 
A apostasia abre caminho para o surgimento dos anticristãos, como coloquei em:
 
 
Isso acaba por criar um mundo sem fé, inclusive dentro do próprio meio cristão como pontuei em:
 
Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? Lucas 18:8 


Em um mundo que não há a fé que salva, nós cristão não nos encaixamos e acabamos sendo expelidos do meio e perdendo qualquer relevância. Sem relevância perdemos a capacidade de anunciar a palavra, isso é o que apontei como sendo a morte das duas testemunhas. Aliás, no livro de apocalipse a única passagem que mais se aproxima do que chamam de arrebatamento está naquela em que as duas testemunhas são chamadas para cima, e não há nada de secreto em "os seus inimigos os viram". Perceba que este acontecimento se dá anteriormente ao sétimo anjo (não confundir com a teoria adventista) que toca a sétima trombeta anunciar "os Reinos do mundo passaram a ser do Nosso Senhor e do seu Cristo".
 
 
O que é essa voz senão a voz do próprio Cristo que há de nos chamar em sua vinda? Se, e somente se, alguém porventura estiver vivo nessa ocasião, esse sim será arrebatado em vida, porém a grande maioria esmagadora estará morta sem sombra de dúvidas.
Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 1 Tessalonicenses 4:16-17
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:54 
Devemos lembrar que "dia" para DEUS não possui limites de 24 horas, mas "último dia" se refere ao último acontecimento antes do julgamento final. a Voz de arcanjo está estreitamente relacionada a passagem de Daniel 12, em que Miguel* o arcanjo aparece no momento em que "os que dormem no pó da terra ressuscitarão".
 
Miguel* - Perceba que é Cristo visto da perspectiva de Israel, com a limitação da época, o que está de acordo com o que disse outrora a respeito de saber lidar com o livro de Daniel.
 
E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Daniel 12:1-2
 
 
 A trombeta da salvação
 
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15.52
 
Há na internet um estudo de um site apologético de prestígio, a CACP, em que coloca essa trombeta como sinônimo para anunciação do evangelho:
A dispensação da anunciação do Evangelho da graça começou com uma “trombeta” e terminará com uma trombeta. [...] podemos dizer que a pregação do Evangelho “repercutiu”, “ressoou” ou foi “trombeteada”.
Em minha análise considero o número de duas testemunhas como algo que simboliza o mínimo de anunciadores da palavra no últimos tempos.
 
 
Assim sendo, a última "trombeteada" não pode ser nada senão a última anunciação do evangelho pelas duas testemunhas.
 
Mas o erro que vemos nesse mesmo estudo da CACP é absurdo, quando encontramos "Depois do arrebatamento virá o opressor, o anticristo". Isso está em contradição total à passagem de II Tessalonicenses 2.
Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. 2 Tessalonicenses 2:3
 
Aqui fica claro que antes de nossa reunião com Cristo virá o opressor, ou seja, não pode haver arrebatamento se não houver a manifestação do filho da perdição, principalmente pelo fato dele ser o responsável pela morte das duas testemunhas.
E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. Apocalipse 11:7
Com o testemunho finalizado, ou seja, com o evangelho do reino sido pregado em todo o mundo, então é o fim.
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:14

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Algumas considerações

Para vocês perceberem o quão as pessoas conseguem se imergir em futilidades que por vezes o estudo escatológico trás: o meu post mais comentado, sobretudo em refutações, é o de "As crianças e o arrebatamento". O meu objetivo com ele era apenas trazer uma questão vista por mim de como estamos caminhando para uma perda significativa da vida. E como as crianças sendo um símbolo da própria vida, ao ponto de o próprio Cristo dizer que deveríamos ser como elas, minha intenção foi afirmar que essa "referência" de como devemos ser está acabando nessa sociedade que se levanta.

Porém poucos conseguiram realmente captar o conteúdo da mensagem. Ora, se as crianças serão ou não arrebatadas? Eu não creio em um arrebatamento antes da vinda de Cristo, então porque eu me preocuparia em responder essa questão?

Outro fator que eu queria pontuar, é em relação ao pecado. Ao falar que somos pecados no post, não estava dizendo que Cristo não o havia tirado de nós, estava falando no âmbito da carne. É necessário que você admita o quão pecador você é para que a graça possa então fazer o seu papel. Para quem quiser se aprofundar mais nessa questão, deixo aqui um artigo de um amigo meu em relação ao "pecado".

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A construção de um reino de Deus na Terra e a marca da besta

E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Apocalipse 13:16
Resumidamente o significado da marca da besta ser colocada na mão ou na testa é que, na mão, significa esforços, e na testa significa ideologia. A ideologia (testa) é necessária para que as pessoas possam seguir em uma mesma linha de raciocínio que compõe a 'Operação do erro', ou seja, quando parece que tudo está tendendo para que se cumpra o que se está escrito na palavra de Deus, é devido as pessoas já estarem marcadas ideologicamente com a marca da besta (sem conhecer toda a sua dimensão).
Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus. Apocalipse 7:3
Em contraposição à marca da besta existe aquilo que seria a "marca de Deus". Também está na testa justamente pelo fato de conotar algo que está no homem, mas não está no espaço físico. Com isso quero dizer a 'fé', ela está no homem (testa/mente) porém é neste ponto que difere os marcados do Senhor e os marcados da perdição. A marca que está nos servos do Deus Altíssimo está apenas na fronte, já a marca dos que caminham para a perdição além da fronte está também na mão.

A "mão" é sinônimo de trabalho, a mão obedece aquilo que a fronte manda. A fronte dos servos de Deus manda estes crerem em Cristo, mas esse é um trabalho para a própria mente e não para a mão. A nossa mão não diz se somos servos de Deus, o que diz que somos servos dele é a sua graça, e a graça está no campo apenas da fé e não das ações humanas.

A palavra da graça deixa muita gente abismada "É só isso?" perguntam, "Então não preciso fazer nada?". Sim, por mais que isso possa soar estranho, Deus nos dá de graça a condição de filhos, somos servos sem esforço algum da nossa parte (mãos)
.
Normalmente também essas mesmas pessoas não se conformam com isso, acham que não há sentido nenhum nessa posição e querem porque querem construir o reino de Deus na terra. Deus não habita em templos construídos por mãos humanas, agora porque então que um "reino" construídos por mãos humanas seria o reino dele? Cristo veio para estabelecer o reino de Deus, perceba que não há mais reino para que seja construído, portanto é por este motivo que não somos marcados nas mãos.

Os filhos da perdição pensam que eles são os responsáveis pela construção do reino de Deus, em II Tessalonicenses capítulo 2 diz que o filho da perdição se colocaria em um patamar acima do de Deus, em outras palavras, quem está está disposto a construir um "reino de Deus" mesmo o próprio se fazendo carne e vindo cá fazer isso primeiro, é uma maneira de desbancar a vontade de Deus e sobrepor a maneira de agir do homem.

O reino de Deus é espiritual e somente espiritual, já o reino da besta inicia-se no plano espiritual mas sente-se a necessidade de transmutar isso para o plano físico e impor a materialidade sobre este. É nisso que está pautada a teoria da polaridade, em que aquilo que se encontra no microcosmo (mente humana) necessita sair para o macrocosmo (meio externo), e assim o que temos é um reino humano e não um reino divino.
Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, que põe no braço de carne a sua confiança. Jeremias 17:5

domingo, 13 de outubro de 2013

Antes de tudo

Antes de qualquer coisa, se você desejar estudar o livro de apocalipse, precisa entender que os relatos contidos no livro não são necessariamente um acontecimento futuro.
Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer; Apocalipse 1:19
Vemos que o livro trata do passado (tens visto), presente (são) e futuro (hão de acontecer). Isso é de fundamental importância, pois quando nos deparamos com passagens como a de apocalipse nos capítulos 12 e 20, tendemos a imaginar, pelo senso comum cristão, de que se tratam de eventos futuros, quando na verdade são narrativas que se tratam da história da igreja (de Cristo até o fim).

A prisão de Satanás por exemplo é algo que já aconteceu (com a vitoria de Cristo na cruz) e a sua soltura é algo futuro, pelo menos naquela época, tendo em vista que para nossa perspectiva de hoje seja algo presente.

Outro exemplo:
E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. Apocalipse 1:5-6
Com apenas essa passagem fica claro que Cristo já nos fez reis e sacerdotes, "fez" está no passado, ou seja, se ele já nos fez reis então somos reis no presente.
E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. Apocalipse 5:10
Mas devido essa outra passagem muita gente que ainda não compreendeu a temporariedade do livro de apocalipse cai no engano de um reino de Deus na terra, pois nesse trecho afirma que reinaremos (futuro) na terra. Mas o que era futuro ontem, hoje já é presente. Portanto o verbo está no futuro porque era a partir de então que reinaríamos sobre a terra, antes disso não reinávamos.

Se você já é rei e está no reino, por que ainda não reinas? Não devemos cair na utopia de um reino material futurístico divinal terrestre. O Reino de Deus já está entre vós! E estamos nos últimos capítulos da história da igreja. Só para você ter uma ideia: estamos quase na parte em que ficamos (representados pelas duas testemunhas) estirados na praça da grande Cidade espiritual (Ap 11:8).