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sábado, 27 de setembro de 2014

Sede unidos, ó soberanos da Terra!...

Uma das características mais fortes daquele que seria o mundo unificado, dentro de uma perspectiva de Nova Ordem Mundial segundo Baha'u'llah, seria visível na concordância, por parte dos diversos governantes, em guerrear contra forças que de alguma maneira quebrassem a harmonia entre os povos.
Sede unidos, ó soberanos da Terra!... Para que desse modo sejam acalmadas as tempestades entre vós e vossos povos encontrem o sossego. Se algum de vós levantar armas contra outro, erguei-vos todos contra ele, pois isto nada mais é que justiça manifesta.[1]
Recentemente, o grupo jihadista Estado Islâmico, conhecido também pela sigla ISIS (Islamic State in Iraq and Syria), tem feito líderes de todas as partes do globo refletirem sobre a possibilidade de intervenção internacional nos lugares onde o grupo atua, territórios divididos na Síria e no Iraque.

O que difere tal grupo terrorista dos demais talvez seja a forte propaganda que este faz de si. Vídeos os quais mostram grupos minoritários, como xiitas e cristãos, sendo decapitadas são jogados aos montes na internet e causam grande comoção. A agitação promoveu um encontro entre líderes mundiais para estabelecer ações que neutralizassem as barbáries cometidas.

Mesmo a luta parecendo ser justa e necessária, não há nenhum ponto de referência que venha confirmar uma possível vitória por parte internacional. Isso faria da guerra um conflito gratuito. 

Os Países vizinhos aos territórios de atuação do ISIS não pediram nenhuma ajuda internacional. A intromissão de países que não têm suas seguranças nacionais ameaçadas pelo grupo serve, por um lado, como promoção da ideia de harmonia da aldeia global e serve também, por outro lado, para mostrar a ainda soberania estadunidense nas questões de guerra, até à sua submissão ao governo regido por um corpo executivo mundial.

Notas
[1] ARAÚJO,  Washington. Introdução ao Pensamento de Bahá'u'lláh. Editora Planeta Paz

sábado, 31 de maio de 2014

Simulação de um parlamento a nível mundial

Esta é uma experiência hipotética tentando responder a pergunta: Se tivéssemos um parlamento mundial, como ele se pareceria? A ideia básica é fazer uma extrapolação dos resultados de eleições nacionais dentro de um parlamento mundial.


Metodologia

Os dados das populações são retirados do Banco Mundial, as que possuem mais de quatorze anos de um potencial eleitorado. O número de cadeiras para cada país é obtido pela divisão do eleitorado global por 1000, produzindo uma atribuição proporcional em função do tamanho do eleitorado local.

Os assentos foram distribuídos com base no sistema projetado pelo jurista belga Victor D'Hondt, o qual tem por base o maior quociente de partidos e coligações que cruzarem o limite de cinco por cento para entrarem no parlamento.

Distribuição



Extrema - esquerda (49)

A Índia é a democracia mais populosa do mundo. Neste sentido, uma coalizão entre os partidos de esquerda deste mesmo país ― como a já existente "Terceira Frete" ― ganharia, pelo sistema de proporcionalidade, algumas cadeiras no parlamento global. Ainda dentro dessa perspectiva temos a Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA) na Grécia e o Die Linke alemão.

Esquerda (200)

Aqui as cadeiras de forma geral são dispostas aos partidos da Internacional Socialista, além da Aliança Progressista do Parlamento Europeu e os domínios do Foro de São Paulo. Mais uma vez, pela proporcionalidade, os indianos teriam direito a mais cadeiras com a Aliança Progressista Unida (UPA).

/* É interessante notar que o Foro de São Paulo é mais conhecido no Leste Europeu do que pelos próprios brasileiros */

Única Representação (3)

Alemanha (Europa), México (América Latina) e Japão (Ásia) teriam direito a uma representação direta.

Centro (121)

Esta área incluiria partidos internacionalistas liberais com um grande contingente de Democratas estadunidenses.  

Direita (222)

Este grupo incluiria os tradicionais partidos conservadores da Europa, os Republicanos norte-americanos, o indiano BJP (Partido do Povo Indiano), o Partido Liberal Democrático do Japão, além de alguns partidos islâmicos moderados.

Extrema - direita (15)

Fariam presentes a Frente Nacional francesa, o Partido de Ação Nacionalista (MHP) turco, o Partido Renovador japonês e os grupos políticos islâmicos da Indonésia.
, 
Outros (14)

Movimentos políticos como o Cinco Estrelas do italiano Beppe Grillo e a maior coalizão da Tailândia, Pheu Thai.

Autoritários

       Monarquia (7)

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

       Teocracia (11)

Irã

       Comunismo (233)

China, Vietnã, Coréia do Norte e Cuba

       Outros autoritários (125)

A Rússia, as repúblicas da Ásia Central, tal como os demais países africanos.

Comentários do Está Por Vir

Apesar dessa ser uma simulação tendo por base o Globalismo da elite ocidental, decidi divulgar esta simulação devido ao fato de já com esta conseguirmos ver algumas características que se perpetuarão à Ordem Mundial de Baha'u'llah. Por exemplo, o fato de um terço das cadeiras serem direcionadas ao domínio russo-chinês, outra terça parte ficar majoritariamente com o domínio norte-americano e a terça parte restante pertencer à nova esquerda (latina americana e européia). Essa proporção 3-3-3 parece se afirmar como a que preencherá as cadeiras do parlamento mundial.

É importante notar também que a terça parte a qual mais caberia defender os direitos da família, do conservadorismo em geral, é a que tem os EUA como grupo maioritário e, consequentemente, a terça parte que terá que ser arrancada (Dn 7:8). Ironicamente, os Estados Unidos que abriram caminho para uma nova ordem mundial anti-cristã, serão vistos como "aquilo que impedirá a sequência da caminhada à unidade da humanidade", e se a direita americana (a que ainda se salva) não possui voz nem dentro do seu próprio país, dentro de um parlamento mundial então seria impossível.

Outras fontes:

Politica na India
http://noticias.r7.com/internacional/o-complexo-quebra-cabecas-eleitoral-indiano-04042014
Manifesto da Proporcionalidade
http://www.csproporcional.com.br/adm/fckanexos/userfiles/file/Manifesto%20da%20Proporcionalidade(1).pdf

sábado, 10 de maio de 2014

A queda do Império

ARGUMENT

Sorry, America, the New World Order Is Dead



"Desculpe, America, a Nova Ordem Mundial está morta" é o título do artigo no "The Foreign Policy" de Eric Posner, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Chicago e especialista em leis e normas internacionais sociais.


'Abdu'l-bahá esteve nos Estados Unidos no início do século passado, e foi na cidade de Nova Iorque que ele por um momento esperançou para a ainda futura sede da ONU que ela levasse a causa divina da reconstrução do paraíso na Terra.
Como Nova Iorque teve todo esse progresso na civilização material, espero que também progrida espiritualmente no Reino e no Convênio de Deus, de modo que os amigos daqui possam se tornar causa de iluminação da América, que esta cidade se torne a cidade do amor e daqui as fragrâncias de Deus sejam difundidas para todas as partes do mundo. Eu vim para isso. Rezo para que vós sejais as manifestações do amor de Bahá'u'lláh. (PALESTRAS PROFERIDAS POR 'ABDU'L-BAHÁ EM NOVA IORQUE E BROOKLYN 11 DE ABRIL DE 1912 Avenida West End, 780, Nova Iorque)
Os Estados Unidos ostentaram sua tocha da liberdade e a ideia de uma Nova Ordem Mundial foi difundida por todo o mundo, mas acredito que não era muito bem o imperialismo babilônico norte-americano de sequenciais invasões e demostração de força militar que o filho do cristo cósmico estava a querer dizer com "manifestações do amor".

A ideia dos EUA como o império pré - Reino
de Deus na Terra (Adventismo)
Por tempos os blogues "especializados" em NOM sempre afirmaram uma ordem "American Way", mas de uns tempos para cá, sobretudo após a onda de manifestações no ano passado, esses blogues começaram a adicionar corante vermelho à bandeira da nova ordem mundial e compreender que os EUA são um elemento descartável (até mesmo sacrificial) à mesma. Mas ainda pecam por desconsiderar uma análise mais radical à mentalidade revolucionária e a sua natureza messiânica. É aí que se encontra o ponto de encontro da ordem mundial comunista, da eurasiana, da muçulmana, da bahái.

Todos pretendem lapidar o mundo a partir do estado bruto "666" do Império vigente  — sendo que esse Império é condensado na imagem dos Estados Unidos. É como se esse império fosse comandado pelo vilão Dart Vader e os salvadores da terra estivessem do lado "luminoso" da força, colocando a noção divina apenas como uma ferramenta imanente ao homem. O primeiro passo para alcançar a plenitude da luz, e acender a chama do cristo cósmico em cada um, é identificando o Mal, ou mais precisamente a falta de luz. Depois disso o movimento revolucionário se ocupa em virar de ponta a cabeça a noção de "velho império", afim de alcançar a plenitude "999" final.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A superação do Estado Orwelliano

O Best-seller Jogos Vorazes tentando repetir o sucesso de Harry Potter e Crepúsculo foi aclamado pela crítica cinematográfica devido o diferencial que o filme trouxe consigo para o público infanto-juvenil: um pensamento contestador baseado no modelo distópico orwelliano de um "Big Brother". Essa "crítica" que a série nos traz sobre autoritarismo foi utilizada para ilustrar o pensamento do libertário Jeffrey Tucker em seu artigo aqui traduzido, em que o autor coloca a série em uma lista com mais quatro produções que mostram em seus enredos um cenário de controle governamental generalizado.
"Essa série distópica, altamente popular entre os  jovens, exibe um governo tirano inclinado ao total controle econômico e social. Na série, toda pessoa foi nomeada a um distrito e cada distrito tem certas privações atribuídas. A sociedade tem bastante riqueza, mas essa riqueza é apenas exposta na Capital. Para todos os outros, a riqueza é dividida baseada no favoritismo político e planejamento central."
Mas tanto a crítica cinematográfica quanto o libertário Jeffrey Tucker estão desatualizados. Ao menos essa é a opinião do pesquisador na área da comunicação Wilson Roberto apresentada no blogue em que administra. [1]
"O modelo de Estado orwelliano como um gigantesco Big Brother tornou-se tão antigo frente à nova ordem mundial da Globalização, que se tornou tema dileto para Hollywood parecer “contestador”, para se confrontar à crítica comum feita a ela de produzir filmes alienantes e conformistas."
Essa realidade fica mais clara quando nos deparamos com as declarações de Edward Snowden em que ele afirma (via) que os significados da vigilância descritos por Orwell (escrito em 1948) parecem ingênuos e engraçados, à luz do que está sendo feito hoje. [2]

O cinema estadunidense já transformou o mundo distópico do romance 1984 de George Orwell ou Admirável Mundo Novo de Adous Huxley em clichê para seus filmes receberem uma conotação contestadora e crítica. A situação é basicamente a mesma: uma sociedade pós apocalíptica (pós guerra) em que o cidadão, sob um governo autoritário, não possui liberdade alguma, quem não se lembra do filme Equilibrium? É interessante notar que o contexto de um mundo "pós guerra" esteja sendo semeado dentro da cultura norte americana, quando sabemos que se porventura houver algo próximo de uma terceira guerra mundial se dará em consequência de uma não submissão (a não submissão é uma característica de Lilith) dos EUA ao governo mundial único.

O princípio fundamental que forma a base deste Pacto solene deve ser tão estável que, se qualquer governo violar posteriormente alguma de suas provisões, todos os governos da terra devem se levantar para reduzi-lo à absoluta submissão, mais ainda, a raça humana como um todo deve decidir, com todo o poder à sua disposição, destruir esse governo. Shoghi Effendi - A Ordem Mundial de Baha'u'llah
Esse modelo orwelliano é ultrapassado também quando olhamos os modos de produção capitalista como comparação, pois a rigidez de um agente externo controlador é típico no modo de produção taylorista-fordista no qual o operário era submetido a uma constante pressão de um capataz fiscalizador da produção. Com a introdução dos artifícios da indústria toyotista, a pressão do trabalho deixou de ser proveniente de um agente externo, um capataz, e passou a ser interna, com o próprio funcionário controlando a sua produção fundamentando-as em resultados futuros.

Essa mudança se deu pela revolução tecno-científica que ocorreu na década de 70, a qual outrora nesse post comentei que foi a responsável pelo abandono do interesse do cidadão global  no desenvolvimento científico quanto às questões macrocósmicas e mergulhando em um mundo particular, microcósmico.

A noção de um estado global com um controle rígido sobre população é bem comum nas teorias que colocam toda a força do levante da besta nas mãos de um "anticristo" (surgido de ninguém sabe onde), quando na realidade o agir dessa se dá primeiramente no ser humano, de modo que este mesmo crie toda a situação para o aparecimento do Estado Universal e de seu Executivo Mundial.

Um estado orwelliano é como uma fábrica no modelo fordista: a fábrica explora ao máximo o trabalhador e este não se dá conta que é o elemento que impulsiona a produção. Esse é um sistema bastante instável porque é o modelo base para as teorias marxista de lutas de classes (burgueses/proletariado) e das ações de "revolta do proletariado", pois há uma distinção clara do operário comum para as "mentes pensantes" do processo de produção. O modelo toyotista, diferente do anterior, confunde as noções de classes e o trabalhador não se enxerga mais como só um operário, mas como um membro da empresa a qual é empregado. Esse é o ponto chave para entender os moldes do governo global da ordem mundial de Baha'u'llah em contraste com a Ordem Mundial iluminista, o cidadão global se vê como um agente no processo de construção do "reino de Deus na terra" e não como um explorado pelo Sistema.

Outra coisa que é importante ser observada está nessas palavras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman:
Um sistema econômico que não cria mais desigualdades, crescimento dos abismos das classes ou pobreza como nos sistema econômicos clássicos marcados pela exploração da força de trabalho. Simplesmente, o pleno desenvolvimento econômico trouxe a exclusão ou “baixas colaterais”: lixo tóxico, tecnológico e refugos humanos – velhos, estrangeiros, imigrantes etc., todos sem possibilidade de serem integrados. Assim como o lixo informático (baterias, placas etc.) são enterrados em contêineres em algum país africano, da mesma forma uma massa de “redundantes” são empurrados para periferias, guetos ou caçados ou barrados pela polícia de imigração, sem possibilidades de integração. Para o novo sistema global nem são considerados “exército industrial de reserva”, mas “redundantes” e “superpopulação” - veja BAUMAN, Zygmunt. Vidas Desperdiçadas, Jorge Zahar Editores, 2005.
O que Bauman colocou como redundantes para o sistema econômico (velhos, estrangeiros, imigrantes etc.), para um Estado Universal com os princípios sociais anticristãos acabam por ser os próprios cristãos os redundantes do Estado. É dessa maneira que devemos encarar o "comprar e vender" da marca da besta. Não se trata apenas de uma moeda, mas de viver em sociedade, participar do sistema. À medida em que o Estado universal se torna realidade o cristão vai perdendo voz na sociedade, exceto aqueles que quiserem contribuir, ou seja, aderir às ideias (serem marcados). Assim como é o estrangeiro para o sistema econômico descrito por Baumam, que não achando lugar para "comprar e vender" neste, vira um mero ninguém, assim é também um cristão que não aderindo aos ideais do cristo cósmico acabam por ser expelido da sociedade, como já tratei aqui, esta é a morte dos santos.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Primeiro troféu idiota útil

Outra observação a respeito da sobriedade: a origem de grande parte das teorias conspiratórias pode ser associada a quatro fontes principais:

Fontes socialistas de ideologia esquerdista;
Fontes nacional-socialistas da direita radical;
Fontes esotéricas;
Fontes islâmicas; 

(Daqui)

Este é um texto engraçado, para não dizer outras coisas que pensei, na medida em que o autor afirma que quem coloca os EUA como desempenhando um papel fundamental dentro das análises escatológicas (a fim de estabelecer uma nova ordem), os fazem em decorrência de "fontes socialistas de ideologia esquerdista" e, por outro lado, também através de "fontes nacional-socialistas da direita radical".

Ora meldeos do céu!!! Quem tem conhecimento da existência de fontes socialistas com o intuito de degradar a imagem estadunidense (e de fato existe) devia, no mínimo, saber que quem coloca o nacional-socialismo dentro do espectro político na direita radical, o faz sob influência direta de fontes socialistas! A cegueira é tanta que o autor sente a necessidade de colocar "socialista de ideologia esquerdista", quando isso devia ser um pleonasmo. Mas não para os que caem na ladainha esquerdista de que o nacional-socialismo (nazismo) é de extrema direita. (Ver: a extrema direita de hoje)

Parabéns autor do texto em questão, você pode se considerar um idiota útil.


Muitos têm a crença que nacionalismo é uma característica própria da direita, até porque "o operário não tem pátria" é uma máxima para defender a internacionalização da causa marxista. Ao considerarmos um socialista em uma nação não socialista, obviamente este não será nacionalista. Mas se esta mesma nação se tornar socialista, este indivíduo socialista automaticamente se tornará nacionalista, apesar da internacionalização da causa.

O nacionalismo sempre esteve presente nas nações socialistas. Foi o nacionalismo o responsável pelo conflito Tito-Stálin no final da década de 1940. O forte ideal nacionalista esteve presente nas duas partes do conflito. Da parte de Tito, da Jugoslávia, que não queria se submeter por completo à autoridade de Stálin, e da parte deste também por querer que sua nação fosse hegemônica no comando das demais nações socialistas.
Charge retratada no filme iugoslavo de título em português "Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios" mostrando o sentimento dos titistas em relação a autoridade de Stálin. A charge mostra como se Marx estivesse em nome de Stálin, e não o contrário como deveria ser naturalmente.






quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A inclusão da igreja no debate capitalismo x socialismo

Quando escrevi "A construção de um reino de Deus na terra e a marca da besta" fui indagado em que momento se encaixaria a questão de "comprar e vender" que a marca da besta carrega consigo. Eu não me preocupo muito em falar sobre isso porque vejo sobretudo uma marcação acontecendo na vida espiritual do cidadão global, além de que uma análise tendo por vista apenas o "comprar e vender" foi o pivô para o surgimento de teorias estapafúrdias, como por exemplo a de que um chip será implantado como a marca da besta, como até hoje se vê alguém fazendo alarme a respeito. Mas é inevitável não percebemos que o atual papel da igreja para com o mundo está sendo um fator importante para o surgimento também de uma marca em que se possa "comprar e vender".
 
O que me fez escrever a respeito foi este artigo que trata de algumas declarações do Papa Francisco em relação ao "capitalismo" e que, devido isso, o mesmo está sendo acusado de ser "marxista" por alguns "ultraconservadores". É fato que conservadores da ICAR estão afirmando desde o início de seu pontificado que Francisco tem um discurso que, no mínimo, possui um 'teor' marxista. Mas, de todos as críticas de conservadores que acompanhei até aqui, nenhuma delas se fez valer para tal afirmação tendo em vista declarações do Papa a respeito do capitalismo. Ante isso, pude perceber que todas as críticas estão sendo feitas em relação às crenças da própria Igreja Católica a qual vem conservando há séculos (muito antes do despontamento do capitalismo) que Bergoglio vem passando por cima.
 
Como exemplo deixo aqui as críticas do conservador católico português Orlando Braga, o qual fiz questão de colocar à direita da tela, nas opções "Páginas Recomendadas", para que o leitor do blogue possa ficar à par da relação do Papa para com a própria Igreja Católica. Em nenhuma das postagens em que o autor afirma que o papa está com discurso marxista, ele o faz em defesa do capitalismo.
 
Eu vejo um papa que está sendo tido como sensato por pessoas de fora da ICAR, mas que não estão nem um pouco se quer preocupadas com esta. Essas pessoas veem o mundo do modo como acostumou-se o ver a partir do século XX, com um olhar materialista.Sendo assim, se a igreja (não só a católica) quiser participar da "vida lá fora", deve vir de modo a contribuir não na questão espiritual/ética, já que todos estão envoltos dos princípios que tem por fim a "inclusão" e entendem que a igreja "exclui", mas deve vir abraçando esses mesmos princípios que se resumem em ter uma visão do sistema econômico vigente como o causador de todos os males humanos e por fim lutar pela implantação de um paraíso socialista, que só não é chamado de divino em respeito a ateus em razão da fala politicamente correta.
 
Como pontuei nesse artigo: "o terceiro grupo [Socialismo], que nasceu em oposição ao capitalismo do imperialismo babilônico [americano] (dualismo necessário 6X9), [para que] preparasse o caminho de maneira ao último grupo [a ONU e os princípios de Baha'u'llah] entrasse em pleno vigor." Se faz necessário então dividir as ações de todas as instituições do mundo (e a igreja como uma) no campo materialista, que no caso em análise foi desconsiderar as criticas ao papa em relação a sua posição doutrinária (que de nada servem ao mundo, que inclusive tenta aboli-las) e considerar apenas as que estão no âmbito econômico. Perceba que no próprio texto da Revista Fórum, que me incitou a criar esse post, apresenta os críticos de Francisco oriundos do EUA, ou seja, a tentativa da imprensa em mostrar o cenário apenas se baseando na materialidade do assunto é bem perceptível de modo que vemos no texto a ideia de que os EUA são um atraso ao progresso (e os dez chifre odiarão a prostituta Ap 17:16). Nesse caso exclui-se o termo "comunismo", que é o objetivo do socialismo, e coloca-se em seu lugar o termo "progresso", pela mesma maneira como trocou-se na ONU o termo "metas" por "objetivos", ou seja, um afrouxamento em relação ao futuro, e a permissão para que possa ser implantada então a Ordem Mundial de Baha'u'llah.
 
Mas qual a relevância de tudo isso para a questão do "comprar e vender"? Ao admitir que a marca da besta está sobretudo no campo ético/espiritual do cidadão global, vemos justamente que é esse sentimento inaugural que o faz sentir a necessidade de se preocupar com as questões econômicas. O reino de Deus para os marcados da besta é um reino terreno, evolutivo - está em progresso - e que parte da relação do homem para com o próprio homem, relação essa que é a base da religião social.
 
Apesar do post partir de uma análise feita da Igreja Católica, no título coloquei simplesmente "igreja" por entender que esse não é um processo de exclusividade da ICAR. Para entender basta vermos a briga constante entre os blogues Júlio Severo e Genizah e suas defesas às teologias respectivamente da Prosperidade e Missão Integral, que a grosso modo pode ser entendida como teologias de correntes capitalistas e socialistas, também respectivamente.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Lilith, a prostituta que monta a besta?

Achei por acaso na internet este estudo postado na última terça (17) que aponta Lilith como a prostituta que monta a besta em apocalipse 17. Eu ia escrever a respeito ainda em setembro, mas mão tive tempo e acabei por deixar de lado, mas essa (de lilith ser a simbologia mais eficaz para a prostituta) é uma conclusão que chegamos através da série NOVE - O Código. Ou ainda, bem antes disso, quando por vídeo faço uma associação da figura de Lilith na série Supernatural com a ação estadunidense na Ordem Mundial de Baha'u'llah, e também na análise da música Reason Dies.
 
O que torna a figura de Lilith a mais eficaz de todas as representações pode ser apercebida no último versículo do capítulo 18. Mesmo hoje os EUA sendo, em uma análise material, a "grande cidade que reina sobre os reis da terra" (ver diferença entre nação e cidade), sabemos que os EUA não existem desde a fundação da terra, e por isso não pode possuir sobre si o sangue de todos os que foram mortos sobre essa desde a sua fundação.
E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. Apocalipse 18:24

 
Quem mata desde sempre é a serpente, mas a autoridade americana e sua hegemonia sobre a terra durante o período de poder da ordem material (ver transição para espiritual) existe através dos pais dessa civilização, a sua magia e a sua forte imagem atrelada a deusa Lilith.    
 
Mas a serpente não é Satanás? Existe uma dualidade nessa questão, e a maior representação dessa dualidade está na figura de Baphomet, tanto é que para a representação do pentagrama invertido, a cabeça de bode, usa-se a união dual (porém una, tendo em vista que têm o mesmo intento, a revolta contra DEUS) de Lilith e Samael. (Ver: Para entender a inversão polar)
 
Voltando ao cenário mundial, vemos que os EUA recebe a representação feminina (Semíramis, Isis) enquanto a Inglaterra (terra agraciada com o futuro executivo mundial) representa a figura masculina (São Jorge, Tammuz). Com o mínimo de História se sabe que EUA vieram da Inglaterra, nisso vemos que as duas representações estavam eu uma só, porém os EUA se separaram da Inglaterra e alcançaram a "liberdade" (Marianne - mais uma representação da rainha dos céus). Em outras palavras temos a mesma história que conta o mito de Lilith, em que essa, cansada de se submeter, se separou de Adão e hoje representa um símbolo de liberdade para feministas mundo a fora.

sábado, 21 de setembro de 2013

O desenrolar da era de Lilith

De acordo com o meu raciocínio o qual você pode conhecer aqui. Estamos na era da razão, desde a a ruptura com o sistema medieval que colocava deus em um patamar de superioridade. Estamos na era em que a mulher que monta a besta domina, esperando o tempo certo do Deus Altíssimo para que a besta assuma o poder. Isso reforça a mina tese de que a melhor representação da mulher montada na besta é sobretudo a figura de Lilith.

Lilith representa a libertação do homem dos domínios de Deus. Representa o "abrir de olhos", o despertar da consciência, a busca pelo "eu interior", o desenvolvimento da razão. Os Illuminatis da Baviera adotaram como seu emblema a Coruja de Minerva, animal que é sempre atrelado a filosofia e a busca do saber. A Coruja é também a maior representação de Lilith.

A França foi o epicentro do período iluminista, mas hoje os EUA são sem dúvidas o maior êxito do movimento, tanto que o presente francês ao país que emergia é hoje a tão famosa 'Estátua da Liberdade', uma mulher associada a liberdade, em outras palavras, Lilith.

Isso é um processo contínuo. Inicialmente os autores filósofos se preocuparam em se opor a Igreja, mas não tanto à figura divina, tanto que muitos não negaram uma divindade, porém ao longo do tempo, principalmente após as revoluções francesas e industriais, a negação ao divino cresceu. O movimento ateísta ganhou forte ênfase com Nietzsche (nascido no mesmo ano do advento do Bab) com suas ideias sobre a "morte de Deus". Aqui também surge a teoria evolucionista com a publicação de "A origem das espécies", em 1859. Surge também a teoria marxista materialista ao extremo, negando qualquer espiritualidade.

Este processo de distanciamento a uma figura divina nos dias de hoje tem como maior pico os movimentos gayzistas e feministas, que são os maiores representantes de uma figura libertina de Lilith.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Gira Gira Gira

Venho apresentar a minha ideia referente à organização social do homem em três eras desde o advento de Cristo. Para a representação destas organizações quero vinculá-las à Roda da Fortuna, partindo de um princípio de "giro" histórico. A Roda da Fortuna representa as situações de mudanças em nossa sociedade ocidental tendo em vista a luta polar 6x9.

A vinculação com um símbolo pagão não é por acaso, pretendo com isso afirmar a ideia de que por mais que esteja em cima ou embaixo (666 ou 999) todos esses conceitos são pagãos, e portanto, quebrando a ideia de uma sociedade divinizada com moldes bíblicos, como muitos ainda imaginam, um "reino de Deus na terra".

A primeira era é a chamada Idade Média. Nela está marcada a ideia da aproximação com deus pelo domínio da Igreja Católica. Nesta época tudo se fazia em nome de deus, inclusive matava-se em nome de deus. Não quero aqui entrar em méritos quanto a distanciação ocorrida da Igreja para com o Deus Altíssimo, mas frisar o ideal de deus presente nesta época.

É importante perceber que para cada era temos uma perspectiva para a visão dual 666X999. Na primeira era, a Igreja era detentora da Luz (999) e tentava levá-la às Trevas (666) que seriam os povos fora do domínio da Igreja.

A segunda era vai desde o fim da Idade Média até os nossos dias, mas com a certeza de que desde o século XIX estamos presenciando uma transição para a terceira era (com a vinda do cristo cósmico Baha'u'llah). Representa a quebra com a ideia inicial de "em nome de deus" presente na Idade Média. Estão presentes a Reforma protestante e as transformações que ocorriam nesta época que trouxeram um elemento novo, "em nome do dinheiro", tais como os conceitos de Humanismo, trocar deus e por o homem como Centro de todas as coisas.

Deus e Homem são polaridades, 9 (Deus) e 6 (Homem), dessa forma vemos a perspectiva polar da época e a sua inversão. A Roda da Fortuna gira em 180 graus colocando deus para baixo e o homem para cima, agora não mais o homem deve se preocupar em se ver necessitado em realizar as coisas em nome de deus, mas para benefício próprio. No conceito iluminista do século XVIII a visão polar estava desta maneira: As trevas do domínio da igreja (666) deviam ser abandonadas para a enaltação da luz da razão (999).

A terceira era é um retorno à primeira. A Roda da fortuna gira mais uma vez em 180 graus e recoloca deus no topo. Esta é a sociedade na Ordem Mundial de Baha'u'llah com a quebra da sociedade iluminista (queda da babilônia) e a sua razão longe de Deus. Assim como na Idade Média o que tínhamos de científico era sempre em ligação à Igreja e suas ideias, a união da ciência e religião será mais uma vez estabelecida. Baha'u'llah aponta essa mudança na mente humana em seu Vale da Admiração, pois para ele o ser humano ao admirar-se com a complexidade da vida, voltaria sua face para o entendimento presente em suas palavras.
Deus, o Excelso, depositou nos homens esses sinais para que os filósofos não negassem os mistérios da vida do além, nem tivessem em pouca conta aquilo que lhes foi prometido. Pois alguns se apoiam no raciocínio e negam tudo o que a razão não compreende; entretanto, mentes fracas jamais compreenderão os temas que acabamos de relatar, pois tão-somente a Inteligência Suprema, Divina, é que os pode compreender: Baha'u'llah - Os Sete Vales
A perspectiva polar da humanidade hoje se apresentaria dessa forma: a era da razão humana e da sua civilização trouxe a este homem um patamar não planejado inicialmente, guerras ainda mais bárbaras foram travadas e a humanidade nem de longe parece ser civilizada de fato, assim sendo o que era para ser "9" inicialmente, acabou por tornar-se "6", pois foi aqui que podemos ver o quão mau pode ser este homem. Ao reconhecer este estado de inferioridade do ser humano, ele buscará forças a partir de um estado externo dele, voltando assim a um ideal de deus globalizado.

É importante notar que o epicentro da "segunda era" é visto na figura dos EUA, maior detentor dos ideais de razão do sistema iluminista, daí vemos a necessidade de uma quebra abrupta deste poder para que uma nova ordem possa ser estabelecida.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Anticristo ou Os Anticristos?

Aqui estará sendo utilizada a figura especulativa do anticristo, não fazendo distinção entre a liderança espiritual (cabeças) e a material (chifres).

Muita gente já para neste questionamento. Haverá um anticristo específico miraculoso que ajuntaria a todos os povos e seria aclamado por estes? Ou simplesmente cada um de nós somos anticristos igualmente formando assim um todo que na bíblia é tratado por "espírito do anticristo".

Isso é um debate que vai muito além de uma discussão escatológica cristã. Autores renomados sociologicamente abordaram esta mesma questão tendo em vista a Sociedade e o papel do indivíduo na construção de sua moral. Podemos tomar como base os considerados pais da Sociologia, ao lado de Marx, Weber e. Durkheim.

Weber vai tratar da questão do indivíduo, através da ação social, quer dizer, Weber se encaixaria na primeira visão apresentada acima a respeito do anticristo, a ideia de uma liderança "O Anticristo".

Em contra partida Durkheim vai propor a ideia do fato social, ressaltando a ação do conjunto para a formação de uma consciência coletiva. Assim tal autor se encaixaria na segunda visão apresentada, a questão do 'nós', "Os Anticristos".

Partindo para uma abordagem mais direta, quero expor a visão sobre o tema deste blogue.

No meio tradicional escatológico (e aqui incluo todas as falhas e errôneas interpretações sobre o livro de apocalipse) impera a visão weberiana, ou seja, de uma liderança coordenadora que agiria mutuamente na sociedade em questão. Essa é uma visão muito arriscada, não em sua estruturação, mas na exacerbação e enaltecimento do papel da liderança.

É fato que a liderança está presente assiduamente, por exemplo no nazismo, a figura de líder de Hitler foi muito forte, mas Hitler não matou cerca de 6 milhões de judeus sozinho. Aqui vai entrar na questão do ponto de influência que alguém pode ter sobre o outro, Hitler não influenciou todos os alemães a se aderirem ao nazismo, a maioria deles, pelo menos no início, eram dotados de um sentimento comum de perda pós primeira guerra mundial, ou seja, Hitler estava na hora certa no lugar certo, tinha terreno, se tornou uma grande liderança.

É neste ponto que eu pretendo chegar. A questão é "o poder vem do povo", o povo ergue o seu líder, assim, estaria eu partindo para uma visão mais durkheimiana, embora, acredito eu, não plenamente.

Na visão tradicional, o líder (vulgo anticristo) é visto de uma forma sobrenaturalmente conquistadora e "surgida do nada" como solução para os problemas do mundo. Este blogue, que trata da fé baha'i como mentora de uma ordem mundial futuramente implantada e antecipadamente planejada, vai contra esta ideia.

Assim como no exemplo de Hitler, o qual conseguiu espaço devido uma comunidade fragilizada, assim será a vinda do filho da perdição (2 Ts 2). O filho da perdição virá para os seus, ou seja, quem será levado à perdição senão os próprios filhos da perdição? Assim sendo, a profecia fala de um, mas fala de todos ao mesmo tempo, que são mais de um, embora estejam representados na figura de um, são na verdade muitos.

Portanto, a fé baha'i com seu plano de modelo de governo, não será imposta por ninguém (claro que haverão focos resistivos), ante isso será aclamada, assim sendo vemos que a terra fértil (povo) faz a árvore crescer (liderança), Podemos ver isso biblicamente.
E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. Apocalipse 6:1-2
Perceba que o cavaleiro já estava lá, ou seja, tudo já está arquitetado para uma nova ordem global. Mas ele só recebeu a coroa depois. Será reconhecido depois. Ainda que a semente esteja jogada, é necessário que a terra seja preparada (o que está acontecendo hoje), todo esse caos que estamos vendo aumentar seria uma espécie de estrume, merda mesmo, e isso não é nem uma analogia minha. Malaclypse the Younger, um dos fundadores do discodianismo disse "a merda faz a flor crescer e isso é bonito", podemos traduzir da seguinte maneira: A merda (O CAOS SOCIAL) faz a flor crescer ( UMA "ORDEM" GLOBAL) e isso é bonito (UMA ESPÉCIE DE DESCULPA PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE ORDEM ATRAVÉS DO CAOS). E como sabemos, quem joga a 'bosta', ou seja, quem se utiliza do conceito de ordo ad chaos (ordem no caos) não é outra senão a mulher montada na besta. Depois que a flor crescer não é necessário que se jogue mais merda na flor, desse modo a mulher é descartada (QUEDA DA BABILÔNIA).

sábado, 7 de setembro de 2013

Cidade e Nação

Você sabe as diferenças entre cidade e nação? Parece absurdo uma pergunta dessa, mas é importante saber as suas peculiaridades para entender o que está por vir, de acordo com as profecias bíblicas.

Muitos dos que defendem a posição da prostituta como sendo de Roma e consequentemente recusam a de que seja Os Estados Unidos, a fazem devido não entender o significado de cidade.
E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra. Apocalipse 17:18
Eles pensam: "os EUA não são uma cidade, e sim uma nação, devido a isso não podem ser a grande meretriz".

Antes, vamos entender o significado de nação. Na bíblia, nação está estreitamente vinculada à família. Podemos perceber isso ainda em Abraão:
E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:2-3
O nascimento do povo hebreu foi se dar lentamente à medida em que a família de Jacó ia crescendo, dele vieram as doze tribos e essas foram crescendo ainda mais. Era assim que surgiam as grandes civilizações da antiguidade. Como você pode perceber, as árvores genealógicas na bíblia indicam uma preocupação com essa relação de Nação/Família. 

A Própria Fé Baha'i se preocupa com essa relação, tanto é que há (já mostrado aqui) uma árvore genealógica que mostra as famílias dos manifestantes solares até o advento de Baha'u'llah. Para que as nações sejam enganadas (Ap 20:8), elas precisam retomar sua origens.
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Hoje é diferente, há uma massiva hibridização cultural, principalmente depois da globalização. Assim, o sentido de nação se perde, ainda mais quando vamos tentar estabelecer um limite para o que seja uma nação enquanto relação nação/família.

Aqui entra o sentido de cidade. Este sentido é mais amplo do que o de nação, por incrível que pareça. As cidades não necessariamente estão vinculadas ao sentido de família, mas ao de trocas, seja elas culturais, econômicas ou religiosas.
E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas. Apocalipse 17:15
Aqui vemos que dentro da grande cidade estão inclusive nações. Isso quebra esta linha de raciocínio que temos geograficamente do que sejam cidades. Também quebra os limites da localidade, e isso você deve entender também.

Os Estados Unidos por serem a prostituta não a são dentro de seus limites territoriais enquanto fronteiras, por exemplo, não precisamos ir aos EUA para que possamos ter um produto seu. Isso dentro de uma perspectiva material, mas podemos partir para uma visão dentro da perspectiva espiritual, pois a religião babilônica que migra de civilização em civilização adentra as nossas igrejas com a sua influência imperialista.
Pesquisas conduzidas por Desborough garantem que os fenícios foram o primeiro grande grupamento étnico caucasiano a ser formado como descendente consanguíneo da Fraternidade Babilônica. Eles seriam, nessa qualidade, tanto os pais de outros povos, seus contemporâneos, como, por exemplo, o cérebro por trás da avançada civilização egípcia. Desborough, Brian em "The Great Pyramid Mystery, Tomb, Occult Initiation Center, Or What?"

sábado, 31 de agosto de 2013

E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração. Apocalipse 17:6b
Quando João foi ao deserto, se admirou ao ver a mulher que a besta levara. Perceba que João se admirou com a mulher, embora a besta, que é descrita no capítulo treze, tenha uma forma descomunal e assombrosa, João ocupou-se em dizer que fora a mulher que tinha chamado a sua atenção.

O que podemos tirar disso? Nesta hora João representou todos nós. Nós admiramos a mulher montada na besta, todo nós sem exceção. É impossível não a percebermos, escutamos a suas músicas, assistimos seus filmes, bebemos de suas bebidas, comemos de sua comida...

Daí você pode dizer: "Sendo assim, não somos nós ainda alienados?". Mesmo as pessoas que se preocupam em denunciar as malevolências illuminatis (nada contra) estão fazendo a mesma coisa que João fez, se admirando com a prostituta. Se você ler o capítulo 17 do livro de apocalipse perceberá que João descreve a mulher em detalhes que ele mesmo não se preocupa em dar à besta que a carrega.

Blogues existem hoje ao milhares falando dos Illuminatis, das tenebrosas ações estadunidenses  em relação ao restante do mundo e de seu plano de governo mundial (NOM). Esses blogues e blogueiros, do mundo todo diga-se de passagem, estão assim como João descrevendo em detalhes a mulher montada na besta. Mas não se preocupando em dizer-nos muito a respeito da besta que a carrega.

João não o fez. Mas se você continuar a leitura do capítulo, verá que o anjo que acompanhava João não se preocupou em falar da mulher montada na besta, ante isso, é aí que temos a explicação do que sejam as cabeças e chifres da besta, não há menção do que significa por exemplo, da parte do anjo, as muitas jóias que a mulher ostentava.

Aqui mais uma vez, mas de forma bastante clara, vemos a dualidade 666 e 999. João enquanto homem percebeu a mulher, pois esta está no campo do homem (666), mas já quando é o anjo que toma a palavra, ele fala da besta, pois esta esta em um campo mais espiritual (999).

Mas, em quê devemos dar mais ênfase? Na mulher montada na besta ou na besta propriamente dita? Acredito que deve-se haver um equilíbrio. Nada de ir ao extremo, não devemos se ver paranoicos quanto à teoria illuminati, nem tampouco quanto aos planos da fé Baha'i.

Temos um problema hoje e devemos ficar atentos quanto a isso. Devido a mulher ser muito atraente, criaram-se vários blogues os quais em nada acrescenta o nosso entendimento sobre o que está por vir de fato. Virou-se um simples hobbie falar sobre a NOM, um passatempo, daí vemos muitas pessoas que vão na onda e acabam por procurar tais blogues apenas por curiosidade, por achar o tema interessante, etc. 

Assim temos muitas pessoas olhando para o céu preocupadas com rastros químicos de chemtrail, com medo de um dronner o perseguir, mas esquecem que a aberrativa igreja de sete cabeças está a nos prejudicar muito mais.

Igrejas que procuram a prosperidade do Judaísmo, com técnicas de controle mental provindas de religiões orientais tais como o Hinduísmo, com uma mentalidade de santidade maniqueísta zoroastrista preocupadas com as ínfimas ações humanas, e com uma expressividade hostil que o Islamismo possui frente aos seus não praticantes.

O evangelho de verdade está morrendo e, deixando apenas uma simples noção de religião cristã no mundo, a qual não salva nem a sim mesma quanto mais aos outro, tornando-se assim de fato apenas uma cabeça da besta, que visa nada mais do que levar as pessoas à perdição.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Uma coisa que você precisa entender


Muitos pensam um seguinte: "Se há uma manipulação por trás de tudo o que acontece (Illuminatis) não poderiam existir forças contrárias, como grupos terroristas, comunistas e outros que esperam a tomada de poder global".

Mas tais grupos são de extrema importância para a elite globalista.

A linha de raciocínio é esta:

1° grupo: Illuminatis / Maçonaria e outras sociedades / Estados Unidos / Capitalismo
2° grupo Movimentos (Gayzistas, Feministas e outros)
3° grupo: Socialismo / Comunismo
4° grupo ONU / Fé Baha'i

Veja que o primeiro grupo é a mulher montada na besta, pois sem ela nenhum dos outros grupos sobreviveriam. Funciona mais ou menos assim:

O primeiro grupo financia o segundo grupo. Também podemos encaixar neste segundo grupo o terrorismo islâmico[1], os ataques de falsa bandeira, as guerras no oriente médio, entre outras coisas[2]. Tudo isso é necessário, principalmente se levarmos em conta que o princípio básico para o primeiro grupo é "Ordem no Caos"[3].

O terceiro grupo representa o resultado da ação do primeiro grupo, já que os movimentos gayzistas e feministas por exemplo estão apoiadas pelos ideais da esquerda ou extrema esquerda (Comunismo/Socialismo/Anarquismo). Por exemplo, a Maçonaria francesa (dentro do 1° grupo) está por trás do crescimento do socialismo (dentro do 3° grupo) neste mesmo país e consequentemente no restante do continente europeu[4]. A própria esquerda brasileira é financiada pelo primeiro grupo[5].

O terceiro grupo representa o poder moral e social que o cidadão global terá que abraçar se não quiser morrer. Aqui o terceiro e o quarto grupo se confundem, já que os princípios morais estabelecidos por Baha'u'llah[6], o fundador da Fé Bahá'i, podem ser encontrados dentro da própria logística marxista, como é o caso do 3° princípio, educação universal compulsória, como também a igualdade de gênero, ou mesmo a solução econômica frente ao atual sistema capitalista (economia divina)[7].
...A luz da liberdade é a luz do Ocidente e a intenção do governo é trabalhar pela verdade e justiça nos países ocidentais. Mas a luz da espiritualidade sempre resplandece a partir do Oriente. Abdu'l-Bahá
Aqui vemos a união dos chifres (poder político) e das cabeças (poder espiritual). A união se dá pelo fato do próprio Abdu'l-baha afirmar que a espiritualidade (reis de apocalipse 17) vem do Oriente, e de certo vieram todos de lá (os reis), enquanto que foi no Ocidente que, enquanto Baha'u'llah anunciava-se como o prometido no século XIX, o poder político florescia.

Foi na mesma época em que Baha'u'llah e o Bab surgiam no Oriente, que os EUA iniciava a sua expansão imperialista e fazia o poder do primeiro grupo crescer de modo que ao longo do tempo culminasse em sua derrocada (queda da babilônia) fazendo com que o terceiro grupo, que nasceu na mesma ocasião em oposição ao capitalismo do imperialismo babilônico (dualismo necessário 6X9), preparasse o caminho de maneira ao último grupo (a síntese) entrasse em pleno vigor.

A Fé Baha'i é uma religião. Alguns leitores pensam que são uma máfia. Não! Devemos lembrar que há uma mulher montada na besta, e é essa mulher que faz a besta andar, sem ela nada aconteceria.

Notas*
[1] http://www.libertar.in/2013/05/russia-admite-que-eua-financiam-alqaeda.html
[2] http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-mulher-que-calou-as-feministas-na-subcomiss%C3%A3o-permanente-em-defesa-da-mulher
[3] http://novaerahoje.blogspot.com.br/2010/11/entenda-o-significado-ordo-ab-chao.html
[4] http://espectivas.wordpress.com/2013/03/27/o-terrorismo-cultural-e-social-da-maconaria/
[5] http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14255-caos-e-estrategia-i.html
[6] http://apocalipsetotal.wordpress.com/2010/08/06/os-12-principios-da-nova-ordem-mundial/
[7] http://apocalipsetotal.wordpress.com/2010/08/01/os-principios-sociais-da-nova-ordem-mundial-%E2%80%93-parte-5/


sábado, 17 de agosto de 2013

A Grande Meretriz está com sede

Quando vários homens reconhecidos como profetas de Deus começam a dizer a mesma coisa, é melhor levar a sério. O famoso evangelista Billy Graham está perto de completar 95 anos e ele diz que está orando para ver os Estados Unidos experimentar um “grande despertar espiritual” antes que ele morra. 
O evangelista alemão Reinhard Bonnke, que ficou famoso pelas suas cruzadas que reuniram milhões na África anunciou que Deus lhe disse para fazer “uma poderosa onda de salvação varrer os EUA.” 
Eu não sei qual é o critério hoje para dizer que tal pessoa é um "profeta de Deus", aliás, sei sim, basta arrebatar multidões. Por esse lado, podemos dizer que os maiores "profetas de Deus" estão nos Estados Unidos, mas levar multidões não significa nada, se valesse algo a ICAR seria um poço de credibilidade.

Outra coisa que eu não consigo entender é essa história de "último avivamento", onde na bíblia está escrito? Não me venha com Joel 2, isso já aconteceu!
Graham compara os EUA à antiga cidade de Nínive, a única superpotência do seu tempo. “Quando o profeta Jonas chegou a Nínive e proclamou a advertência de Deus, o povo se arrependeu e escapou de um julgamento terrível, esta é única opção que nos resta”, escreveu.
“Eu acho que é uma descrição apropriada”, disse Laurie. ”Em muitos aspectos a situação é a mesma. A maldade de Nínive era tão grande que Deus disse que ela chegou até o céu… eu acredito que o mundo está chegando a tal estado”. 
O Julgamento de Nínive estava nos planos de DEUS ser evitado, algo diferente dos EUA. Os próprios pregadores locais sabem que o país está condenado ao fogo. Eu vejo isso como um atestado de prostituição. Um avivamento em um tempo em que as pessoas não estão preocupadas com o que diz as escrituras, as quais preferem os livros explicativos de tele-pastores, as revistinhas que contam experiências de "missionários" e outras fontes externas à bíblia pode resultar no quê?
E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela. Apocalipse 18:4-5